Gartner “coloca” Portugal no mapa do outsourcing

A oferta de outsourcing em território português foi colocada numa lista de serviços de 11 países desenvolvidos, que devem ser ponderados como destino para fazer outsourcing de tecnologias de informação e processos.

Frederico Moreira Rato

Portugal integra a lista dos melhores destinos mundiais para a realização de Outsourcing de tecnologias de informação e processos da consultora Gartner. A classificação elaborada pela consultora coloca Portugal entre os 11 países desenvolvidos com mais potencial para operações de offshore (outsourcing para destinos longínquos) e nearshore (outsourcing para mercados de proximidade), logo a seguir a uma lista de 30 países dominados por estados de mercados emergentes.
Na Europa, Portugal é colocado a par de países como a Irlanda, Israel, Irlanda do Norte, Escócia, Espanha e País de Gales. Segundo a Gartner, este conjunto de países tem um ambiente doméstico maduro, com mão-de-obra qualificada nas tecnologias de informação e processos de negócio, infra-estruturas tecnológicas robustas, legislação madura e muitas vezes contam com investimentos significativos de multinacionais prestadoras de serviços, diz um comunicado da associação. O mesmo documento esclarece que a consultora também alerta para o facto de estes países terem frequentemente uma oferta desfavorável em termos de custos face a mercados emergentes.

O sector do outsourcing com recurso às tecnologias de informação e comunicação gera mais de mil milhões de euros por ano para a economia nacional, o que representa cerca de 0,66% do PIB, de acordo com a associação. O presidente da Associação Portugal Outsourcing, Frederico Moreira Rato, salienta que a entrada do país na classificação da Gartner vem reforçar a visão de que Portugal tem potencial para desenvolver uma nova indústria de serviços exportadora de ponta baseada no outsourcing de tecnologias de informação e processos. “Também temos consciência que para entrar no pelotão da frente é necessário uma aposta da administração pública nos benefícios que o sector pode oferecer, bem como ultrapassar alguns constrangimentos à actividade, nomeadamente na área laboral e fiscal,” acrescenta.

As empresas associadas da Portugal Outsourcing querem captar para o País projectos internacionais que permitam aumentar as exportações de serviços de tecnologia e processos nacionais, tendo como objectivo que o sector venha a alcançar mais de 1.300 milhões de euros em exportações em 2015. A Portugal Outsourcing estima que o outsourcing de TI e processos em Portugal venha a representar 1,3% do PIB em seis anos, originando ganhos de produtividade anuais para a economia nacional que poderão ser superiores a 1.500 milhões de euros. As empresas associadas acreditam que o seu sector pode criar 12 mil novos empregos líquidos em Portugal nos próximos anos, com importante parte dessa evolução a ser gerada pelo mercado internacional e pela Administração Pública.




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