Mais de 70% das empresas portuguesas quer a cloud

Apesar da vontade em adoptar o modelo de cloud computing, o investimento parece estar a ser adiado, de acordo com resultados preliminares de um estudo realizado online, pela IDC e a Accenture.

Usando modelos de cloud pública, privada ou híbrida, mais de 70% das organizações estarão interessadas em usar alguma das referidas arquitecturas, sugerem dados provisórios de um estudo da IDC e Accenture. As restantes organizações não tencionam usar esse tipo de recursos de computação. As respostas foram obtidas num inquérito ao qual responderam 39 empresas (num universo de 250). A maioria (44%) factura entre 50 a 500 milhões de euros anualmente e um terço mais de 500 milhões. 22% factura menos de 50 milhões.
Contudo o número de organizações que considera já estar a usar serviços não chega ainda a 25%. E há mais empresas interessadas em usar os serviços nos próximos dois anos (cerca de 27%), do que no próximo ano (perto de 17%). Menos de 5% está em fase de implantação.

A redução de custos ainda é a principal razão para adoptar o modelo com uma larga maioria (mais de 60%) a escolher esse argumento. Com uma perspectiva mais empreendedora, houve também quem referisse a melhoria da competitividade, assim como a melhoria dos processos de negócio (pouco mais de 50%). O aumento das receitas está também associado aos benefícios previstos com o cloud computing (referido por 50%).

A migração dos processos críticos para cloud ainda não merece a confiança plena das organizações, abrangidas pelo inquérito. Perto de 86% dos respondentes não tem planos para migra-los nos próximos 12 meses, e apenas cerca de 38% considera essa hipótese, mas não no corrente ano. Em contraste, pouco mais de 10% diz já ter transferido os processos mais importantes para uma plataforma de cloud.

Para já, pouco mais de 10% está a usar a cloud para disponibilizar dados empresariais. E a mesma percentagem utiliza-a como plataforma de TI capaz de servir várias organizações. Perto de 8% considera que usa o modelo de cloud computing para apresentar o seu site de negócio ou de e-government.

Quando se passa para o plano das intenções as tendências quase de invertem. Dar resposta a picos de processamento ganha maior representatividade, sendo referido por quase 45% das empresas. Como tem sido habitual noutros mercados, a migração dos processos de desenvolvimento e de qualidade assim como dos seus ambientes, está bem presente nas cogitações dos responsáveis das empresas portuguesas. Juntamente com o armazenamento de ficheiros de grande dimensão, merece referência por parte de perto de 36% das empresas.

Normas de seguranças são factor mais favorável

Ao considerar a adopção do modelo, as empresas enfrentam um cenário adverso constituído pelos receios com a segurança (incluindo confidencialidade e privacidade dos dados), com acordos de nível de serviço, contratos e garantias. Além disso, há também a desconfiança face à disponibilidade do serviço, entre outras preocupações plausíveis.
Assim, o principal factor interno capaz de acelerar a adopção do modelo de computação é, de acordo com o inquérito das consultoras, a demonstração da redução de custos proporcionada pelos serviços de cloud computing. É referida por quase 40% das empresas respondentes. A disponibilização de serviços por fornecedores com nome no mercado é apontada por cerca de 23% das organizações, enquanto as práticas de governação, são o factor mais apontado – por 18% –, logo a seguir.

Neste contexto, a criação de normas de segurança e privacidade é apontada por quase 90% das empresas como o principal factor capaz de acelerar a adopção do modelo de cloud computing. Na mesma linha, a certificação dos fornecedores responde aos receios dos decisores nas empresas e acima de 65% das empresas aponta-a com factor positivo. Tal como a criação de normas tecnológicas para as clouds, elemento favorável apontado por pouco mais de 62% dos respondentes.




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