Centros de dados experimentam com energias alternativas

Solar, eólica e outras podem fazer sentido para um bom ROI.

Se há uma regra de ouro para os gestores de centros de dados, é esta: não brinque com a sua fonte de alimentação. Para quase todos os centros de dados, essa fonte tem sido a tradicional corrente eléctrica, que tem funcionado bastante bem para tudo, desde um PC isolado num cubículo até aos enormes concentrados de servidores (“server farms”).
No entanto, à medida que aumenta o consumo de energia nos centros de dados – a agência para a protecção ambiental (EPA) norte-americana estima que a procura energética nos centros de dados vai duplicar nos próximos cinco anos – algumas empresas estão a recorrer a fontes alternativas de energia, incluindo painéis solares, turbinas a gás natural, energia eólica, células de combustível e hidroeléctrica.
A grande questão é se essas fontes de energia vão gerar retorno sobre os investimentos de que necessitam, e quanto tempo esse ROI vai demorar a materializar-se. “O ROI é o que está a dirigir o interesse na energia alternativa”, diz Ted Ritter, analista que estuda a “green IT” no The Nemertes Research Group.
Ritter explica que muitas empresas têm dificuldade em justificar um investimento em fontes alternativas de energia agora – especialmente se isso significa substituir completamente a fiável alimentação da corrente eléctrica já instalada no edifício, ao contrário de meramente complementar essa fonte. Considera que outro factor a considerar quando se está a pensar mover para a energia alternativa é que também se pode precisar de procurar novas fontes de energia para “backups” fiáveis – e isso pode envolver custos adicionais e uma série de outros desafios.
As organizações entrevistadas para este artigo (ver exemplos, em inglês) resolveram essas questões. Em muitos casos, esperam recuperar o investimento dentro de 15 anos.




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