Tendências para procurar trabalho em 2011

CV digital, teletrabalho, presença em redes sociais – a forma de trabalhar e procurar emprego vai alterar-se.

Há dois anos, quando as taxas de desemprego atingiram níveis alarmantes nos Estados Unidos, chegando aos 10% depois de quase três décadas de tranquilidade, todos apostavam em 2010 como o ano da recuperação. Mas não foi bem assim: próximos do Natal, os EUA estão com 9,8% de desemprego.
No entanto, o mercado de trabalho evoluiu de formas interessantes, segundo um recente relatório da Elance, um “marketplace” online de empregos para “freelancers”. As tecnologias, as capacidades de marketing e o meio pelos quais são transmitidos são cada vez mais centrados na Wb.
Então, para quem procura um novo emprego e quer começar 2011 com uma perspectiva melhor, eis algumas tendências de pendor tecnológico que podem ser importantes para o próximo ano.

1. Currículo digital substitui papel
Está na altura de deixar de imprimir o seu CV.
O CV digital pode ser um perfil no LinkedIn ou um blogue pessoal. Pode ainda ser um serviço contratado como o Elance, que possibilita interagir com outros membros da rede e exibir o seu portefólio com base em exemplos online. À semelhança do LinkedIn, o Elance também exibe recomendações de colegas, prova irrefutável da sua competência.
“É o fim do CV impresso”, diz o CEO da Elance, Fabrio Rosati. “São estáticos e ficam desactualizados a uma enorme velocidade”, adverte.
Rosati diz que, para 2011, as perspectivas de ser detectado digitalmente antes de qualquer contacto directo são enormes.

2. Telemóvel é o novo desktop
Durante todo este ano ficou evidente que as empresas e os consumidores querem soluções que funcionem bem em dispositivos móveis e em desktops. Isso não passa despercebido às agências de recursos humanos digitais.
A Elance detectou um aumento de 98% na procura por aplicações compatíveis com as plataformas móveis. Um forte indício de que as empresas irão lançar mais e mais dispositivos móveis.
Essa mudança terá reflexo directo na forma como os sites são programados. Para 2011, esperam-se sites com um design mais ligeiro e de fácil leitura, melhores para um ecrã de 3,5 polegadas do que para o computador.

3. Trabalho online
Todos os anos, as comunicações derrubam barreiras muito vistas como dificuldades para que certas tarefas fossem cumpridas a partir de qualquer lugar.
Para 2011, essa tendência deve aumentar. De acordo com a Elance, os recursos de plataformas colaborativas, a banda larga em níveis aceitáveis, a telepresença e outras soluções virtuais podem facilitar o chamado Home Office.

4. A guerra Flash vs. HTML5
Incrivelmente famoso e aceite em todas as plataformas, o HTML5 está muito próximo de se tornar o substituto do Flash nos conteúdos interactivos. Mas, segundo a Elance, isso ainda não aconteceu.
Existe, é inegável, uma elevada procura por programadores HTML5 mas o Flash continua na liderança, mesmo depois de ter perdido o apoio da Apple.
E não interessa quem vai vencer essa disputa. O certo é que haverá procura por programadores bons numa destas áreas.

5. Negócios serão cada vez mais sociais
As repetidas investidas da Google contra o Groupon podem ser o sinal mais evidente da necessidade de empresas de comércio electrónico terem de investir nos medias sociais.
Para Rosati, isso manifesta-se de diferentes formas. As empresas terão de investir mais em ferramentas para a sua interação social e, para tal, devem escolher profissionais com um perfil altamente envolvidos nesses medias.
O comércio deve ocorrer com base em relacionamentos e uso das redes de contato no Facebook, Twitter ou outras redes digitais. Tudo para aproveitar o boca-a-boca que funciona nesses meios.
Assim, uma das principais tendências será procurar pessoas que entendem o valor dessa interação e saibam conduzir esse processo de maneira tranquila, próxima do consumidor/amigo/fã.

6. A morte do marketing tradicional
Em 2011, de acordo com a Elance, as empresas devem continuar a migrar recursos originalmente usados em estratégias como o marketing directo ou o telemarketing.
O alvo serão os medias digitais. O trio escolhido para liderar esses investimentos são os irmãos SEO (optimização de sites para motores de busca), SEM (investimento em links patrocinados) e SMM (marketing desenvolvido para dentro dos medias sociais).
“Qualquer empresa realmente interessada em participar na vida do consumidor, deverá estar onde este estiver. Nas redes sociais, nos sites de busca (Google e Bing) e na lista de amigos dos meus amigos”, finaliza Rosati.


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