Site da WikiLeaks.org desactivado (e reactivado)

Primeiro a Amazon expulsou a Wikileaks dos seus servidores, e agora a empresa de serviços de DNS, Dynamic Network Services, deixou de suportar o referido site.

O site principal da WikiLeaks deixou de estar hoje acessível através do domínio habitual, depois de uma subsidiária da Dynamic Network Services, a EveryDNS.net, ter deixado de prestar o serviço de albergue de domínio. A última empresa alega que teve de cessar o serviço devido aos repetidos ataques Distributed Denial of Service (DDoS) sofridos pelo site nos últimos dias: segundo a mesma, as referidas ofensivas “desestabilizaram, e futuros ataques iriam ameaçar a estabilidade da infra-estrutura da EveryDNS.net a qual possibilita o acesso a quase 500 mil sites,” revelou no seu site. Entretanto, a Amazon deixou de albergar o site  da WikiLeaks nos seus servidores mas ressalva que não foi por pressão do governo norte-americano.
A EveryDNS.net disse que notificou a WikiLeaks, por várias formas, de que o serviço seria terminado em 24 horas. Esse prazo terá terminado hoje. “Qualquer tempo de indisponibilidade do site da WikiLeaks.org resultou da sua incapacidade para encontrar outro prestador de serviços de DNS,” defende-se a EveryDNS.net.
Através do Twitter, a WikiLeaks diz que o seu domínio “foi desactivado pela EveryDNS.net depois do prestador de serviços ter sido atingido por ataques maciços” de negação de serviço e implorou aos apoiantes que mantivessem a WikiLeaks “forte” com renovados donativos.
Uma mensagem de Twitter da WikiLeaks revela que os ataques DDoS contra os servidores atingiram a ordem dos 10 Gbps no dia 30 de Novembro. A Amazon Web Services também confirmou os ataques de DDoS e, numa entrada do seu blog, revela que houve de facto ataques em larga escala, mas foram neutralizados com sucesso.

Regras sobre propriedade de conteúdos determina fecho

A Amazon Web Services diz ter desalojado a WikiLeaks dos seus servidores devido ao facto do site ter quebrado regras concebidas para assegurar que os sites usem os seus próprios conteúdos e não prejudiquem outros. Rejeita assim, a pressão governamental como factor determinante para a cessação do serviço.

“Por exemplo, os nossos termos de prestação de serviços estabelecem que “o utilizador representa e garante que é dono ou controla a propriedade sobre os direitos de autor dos conteúdos… e que a utilização do conteúdo disponibilizado não viola esta política e não vai causar danos a qualquer pessoa ou entidade”, acrescenta.
Contudo, um dia antes, o Senador Joe Liebermann disse que a Amazon deixou de alojar a WikiLeaks depois de ser contactada pelo comité de segurança interna, U.S. Homeland Security and Governmental Affairs Committee, chefiado pelo próprio Lieberman.

[actualização: entretanto, a WikiLeaks passou a estar disponível em http://213.251.145.96/ ou www.wikileaks.ch.]




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