Gateway aposta na demonstração da HPC

Empresa do grupo Acer associa-se a universidade italiana de Pisa.

A Gateway anunciou hoje o HPC Competence Center, um centro de competências para a computação de alta performance – de High-Performance Computing (HPC) -, lançado com o IT Center da Universidade de Pisa. A empresa do grupo Acer acredita que a HPC será um dos mercados profissionais mais interessantes nos próximos tempos. Sem revelar o valor de investimento, a empresa assegurou que está neste projecto a “pelo menos, cinco anos”.
Este segmento de mercado, antes só requerido por algumas empresas, está agora a alargar-se a um conjunto de outras, incluindo médias e pequenas organizações. É, segundo dados da IDC citados pela Gateway, um dos mercados de crescimento mais rápido: enquanto a supercomputação cresceu 25% em 2009, os sistemas de HPC tiveram então um crescimento de 65% e uma previsão no mesmo sentido entre 5 e 7% este ano.
O centro de Pisa servirá em duas vertentes, como espaço de demonstração para a Gateway e como ferramenta de investigação para o IT Center da instituição. No primeiro caso, a empresa pode apresentar uma plataforma “state of art” aos seus parceiros, permitindo testar simulações ou soluções com elevada necessidade de computação. Entre os exemplos dados estão os sectores automóvel, financeiro, farmacêutico, aeroespacial e a investigação científica. Mas da investigação governamental às necessidades das PMEs, o centro estará disponível como plataforma de demonstração, afirmou Gianluca Degliesposti, vice-presidente para o desenvolvimento global do negócio de servidores na Acer.
A Gateway não vai comercializar directamente estas soluções, apoiando apenas a sua rede de parcerias. Esta marca vai igualmente aparecer apenas na Europa ligada à HPC (dado que a Acer está aqui muito relacionada com o mercado de consumo e de portáteis), enquanto na Ásia prossegue neste segmento com a marca Acer e o mesmo sucede nos Estados Unidos.
“A adopção da HPC é como quando se compra um carro”, afirma Sean Stacey, “quer-se testar, ver as funcionalidades, certificações e normas”. Para este Business Development Manager EMEA da Acer, o novo centro “é um ambiente para desenvolvimento, benchmarking e optimização que permite aos clientes ultrapassarem os desafios perante aplicações que necessitam de processamento intensivo”.
A própria Microsoft, parceira do projecto, revelou como a empresa necessita deste acesso a hardware quando “há uma explosão no volume de dados, diferentes formatos de dados, incompatibilidades e complexidade nas ferramentas”, explicou David Rich.
O director de marketing de HPC da Microsoft calculou que dos 70 milhões de investigadores em todo o mundo, apenas um milhão tem actualmente acesso a HPC e 14 milhões a “medium HPC”. “Foi também por isto que nos interessámos pelo projecto” e por poder ajudar pequenas empresas, referiu Rich.
Do lado da universidade, esta vai gerir o projecto e aproveitar os períodos em que os recursos de computação não são usados para os seus projectos científicos. “Para a universidade, este centro é importante porque permite aos alunos testarem recursos antes de irem para o mercado de trabalho”, explicou Massimo Angello, vice-reitor da instituição. E para professores e investigadores conduzirem projectos de investigação, lembrou Maurizio Davini, director do IT Center, realçando os efeitos de colocar no mercado melhores profissionais, as sinergias entre indústria e investigadores ou o acesso a protótipos relevantes. “Tecnologias que não estão normalmente acessíveis a estudantes” e com as quais podem “brincar, o que não conseguem fazer nas empresas”, realçou Antonio Cistenino, também do IT Center.

Geração de fractais em tempo real

Um exemplo foi dado com a geração de fractais em tempo real. Cistenino lembrou como antes era necessário processar as imagens e gravá-las em vídeo, para se poderem ver de forma fluida. Esta manhã, ele gerou as imagens em tempo real e o ligeiro atraso na sua visualização foi, como explicou, da ligação da rede entre a sala de processamento e a da apresentação.
Preparado para diferentes sistemas operativos (do Windows ao Linux, Solaris ou Mac OS), o centro conta ao nível do hardware com 1536 “cores” (núcleos) de computação baseados em 256 CPUs da Intel (Xeon X5670), soluções de armazenagem da Hitachi e processadores gráficos Tesla da Nvidia.




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