Google favorece os seus sites

Um investigador de Harvard diz ter descoberto evidências muito fortes de que a Google dá prioridade aos seus sites, nos resultados do seu motor de busca.

A Google parece estar a afastar-se da reivindicação de que o seu motor fornece resultados de busca independentes, em reacção a novas investigações segundo as quais a empresa dá prioridade aos seus sites, em muitos tipos de buscas. O professor assistente da Harvard Business School, Ben Edelman, considera que encontrou inconsistências importantes na forma como a Google trata certos termos relacionados com serviços que a empresa oferece.
Os resultados tendem a variar pouco, quando uma vírgula é acrescentada depois de um termo a pesquisar. Mas Ben Edelman escreveu no seu blog que “para um subconjunto de termos, adicionar um comando resulta numa grande mudança dos resultados.”
Por exemplo, uma busca pelo termo “CSCO” – o símbolo da Cisco na bolsa – faz com que a Google apresente uma ligação melhor posicionada, para o seu serviço de finanças. E no entanto, Edelman escreve que o site de finanças da Yahoo recebeu mais tráfego do que o da Google, de acordo com o site de classificação de sites ComScore…
Uma busca a partir de mais de 2 600 termos também deu ao serviço de informações da Google posição de destaque. Contudo, quando uma vírgula é adicionada ao termo, o mesmo serviço já não obtém essa posição de destaque.
Edelman conclui que os resultados estão em desacordo com a verdadeira busca orgânica e indica haver procedimentos da Google no sentido de adulterar resultados, para surgirem como ela quer. Contudo, a Google terá esquecido de considerar nas buscas, pequenas variações, capazes de assegurar resultados mais consistentes. “Se a equipa da Google especifica manualmente a posição destacada de um determinado resultado, quando os utilizadores a procuram por um termo, podem bem esquecer-se de incluir variantes de termos com vírgulas adicionadas,” diz Edelman.
A Google negou sempre ao longo dos anos ter alterado resultados “artificialmente”, embora numa determinada ocasião uma executiva de topo, Marissa Mayer, considerou que a empresa sentia-se legitimada para dar prioridade aos seus sites. Na segunda-feira, executivos da Google assumiram esta prática. “Nós construímos o Google para os utilizadores, e não para os sites, e embora consideremos como importante, a transparência com os sites sobre a forma como classificamos os sites, em última instância o nosso objectivo é dar aos utilizadores a resposta mais útil possível,” segundo declarações prestadas por e-mail. “Por vezes a resposta mais útil é uma lista de links, mas outras é uma cotação de bolsa, uma lista de filmes, ou um resposta rápida a uma questão.”

Google favorece os seus próprios sites

Um investigador de Harvard diz ter descoberto evidências muito fortes de que a Google dá prioridade aos seus sites, nos resultados do seu motor de busca.

A Google parece estar a afastar-se da reivindicação de que o seu motor fornece resultados de busca independentes, em reacção a novas investigações segundo as quais a empresa dá prioridade aos seus sites, em muitos tipos de buscas. O professor assistente da Harvard Business School, Ben Edelman, considera que encontrou inconsistências importantes na forma como a Google trata certos termos relacionados com serviços que a empresa oferece.

Os resultados tendem a variar pouco, quando uma vírgula é acrescentada depois de um termo a pesquisar. Mas Ben Edelman escreveu no seu blog que “para um subconjunto de termos, adicionar um comando resulta numa grande mudança dos resultados.” (http://www.benedelman.org/hardcoding/)

Por exemplo, uma busca pelo termo “CSCO” – o símbolo da Cisco na bolsa – faz com que a Google apresente uma ligação melhor posicionada, para o seu serviço de finanças. E no entanto, Edelman escreve que o site de finanças da Yahoo recebeu mais tráfego do que o da Google, de acordo com o site de classificação de sites ComScore…

Uma busca a partir de mais de 2 600 termos também deu ao serviço de informações da Google posição de destaque. Contudo, quando uma vírgula é adicionada ao termo, o mesmo serviço já não obtém essa posição de destaque.

Edelman conclui que os resultados estão em desacordo com a verdadeira busca orgânica e indica haver procedimentos da Google no sentido de adulterar resultados, para surgirem como ela quer. Contudo, a Google terá esquecido de considerar nas buscas, pequenas variações, capazes de assegurar resultados mais consistentes. “Se a equipa da Google especifica manualmente a posição destacada de um determinado resultado, quando os utilizadores a procuram por um termo, podem bem esquecer-se de incluir variantes de termos com vírgulas adicionadas,” diz Edelman.

A Google negou sempre ao longo dos anos ter alterado resultados “artificialmente”, embora numa determinada ocasião uma executiva de topo, Marissa Mayer, considerou que a empresa sentia-se legitimada para dar prioridade aos seus sites. Na segunda-feira, executivos da Google assumiram esta prática. “Nós construímos o Google para os utilizadores, e não para os sites, e embora consideremos como importante, a transparência com os sites sobre a forma como classificamos os sites, em última instância o nosso objectivo é dar aos utilizadores a resposta mais útil possível,” segundo declarações prestadas por e-mail. “Por vezes a resposta mais útil é uma lista de links, mas outras é uma cotação de bolsa, uma lista de filmes, ou um resposta rápida a uma questão.”




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