Poderão as aplicações ser pagas ao minuto?

A cloud computing foi denominada o modelo utilitário de computação por excelência, desde que se tornou uma expressão da moda no sector há mais de cinco anos. Contudo a utilização medida de tecnologia pode estender-se além dos ciclos de CPU.

Embora os modelos de SaaS impliquem normalmente uma taxa de subscrição, a indústria de TI pode começar a adoptar um modelo de negócio dos telemóveis: os clientes têm acesso a uma oferta base de serviço, e depois pagam pelo tempo suplementar de utilização. Um elemento dinamizador desta mudança é o facto de a tendência para a virtualização estar a reduzir o seu fluxo de receitas. À medida que as companhias movem as suas aplicações para as máquinas virtuais a correrem nos seus centros de dados – as chamadas clouds privadas – os produtores de software estão muitas vezes a ficar com a fatia mais pequena do bolo, de acordo com um estudo da empresa de direitos software SafeNet.
“Ao longo do tempo, as pessoas terão de adoptar cada vez mais, os modelos de utilização baseados em métricas,” considera Chris Holland, vice-presidente da divisão de SRM da SafeNet.
“Tanto seja o número de utilizadores da aplicação, ou a quantidade de tempo de utilização do software, algum modelo de utilização medida deverá emergir como o mais adequado.” O estudo baseado no inquérito a 300 decisores de TI revela que nove em dez empresas já planearam a implantação de software numa infra-estrutura virtualizada até ao final de 2011. Apesar disso, para os fabricantes de software, a mudança dos seus clientes para um modelo de cloud  computing custa dinheiro: quase 50% das empresas em fase de mudança para sistemas virtualizados gastam menos em software, excedendo expectativas.
A lição para os fabricantes de software é que ao não acompanharem a tendência da virtualização, resulta em perdas de receita, diz Holland.
A tecnologia existe para os fabricantes de software monitorizarem como os clientes estão a usar as suas aplicações. Baseados nesses dados, muitos podem mudar para uma utilização medida, mas a transição não será fácil, considera.

“É realmente difícil,” diz Holland. “Mudar para um modelo de utilização medida pode exigir uma mudança enorme, e eu compreendo porque os fabricantes de software, especialmente os mais tradicionais, podem hesitar.” Vão ter não só que mudar os seus modelos de licenciamento, mas terão também de alterar a forma de compensar os comerciais e actualizar os seus processos de back-end, entre outras mudanças.
Holland não prevê que todos ou mesmo a maioria dos fabricantes, adoptem um modelo de utilização medida. Contudo, a medição vai ser alargada, diz, para permitir aos fabricantes a renegociação de taxas de subscrição numa base anual. ” Considero que vamos ver a medição como um componente para determinar o nível de compensação para a utilização de software,” explica.




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