Virtualização chega aos novos tablets e smartphones

Utilização de recursos dos servidores e redução de custos com energia também chegarão aos dispositivos móveis.

A próxima geração de smartphones e tablets, além de funcionarem com múltiplos sistemas operativos, passarão também a dispor de aplicações na cloud, o que permitirá, entre outras vantagens, que os utilizadores desfrutem de uma série de novas aplicações, como, por exemplo, jogos em alta definição, de acordo com os peritos presentes na conferência Linley Tech Processor, realizada esta semana em San José, na Califórnia. Mas nem tudo se resume aos jogos, já que estes dispositivos também passarão a incorporar processadores mais rápidos que permitirão a utilização de aplicações mais complexas. Assim, a chegada da virtualização a estes dispositivos levará à consolidação das aplicações, sem necessidade de haver qualquer perda de recursos, segundo Linley Gwennap, analista principal do Linley Group, organizador do evento.
A virtualização já está mais que presente nos centros de dados, potenciando a utilização dos recursos dos servidores e fomentando a redução dos custos com a energia. Estas vantagens também chegarão aos dispositivos móveis, onde a virtualização ajudará, em tempo real, nas tarefas críticas e aumentará a segurança dos ambientes de software.
E deverá ser já no final deste ano que os utilizadores começarão a desfrutar dos benefícios destes dispositivos de próxima geração. A LG Electronics, por exemplo, já anunciou o lançamento para o quarto trimestre do smartphone Optimus com processador de núcleo duplo Arm a 1GHz, capaz de reproduzir vídeo de 1080p. Este é um exemplo dos novos dispositivos móveis que terão capacidade suficiente para tirar partido da virtualização.
Além disso, a virtualização deverá fazer com que o mercado dos smartphones reduza os seus preços, ao mesmo tempo que aumentam características importantes como a duração da bateria dos telefones, segundo Steve Subar, CEO e fundador da Open Kernel Labs, que desenvolve tecnologia de virtualização para dispositivos. Na sua opinião, a virtualização acabará por reduzir o preço dos processadores dos smartphones, ao exigir menos memória RAM e Flash, por exemplo.
Até agora, os smartphones contavam com uma capacidade de processamento limitada, que apenas permitia a execução de um conjunto específico de aplicações. No entanto, à medida que os dispositivos móveis ganham maior capacidade de processamento, a virtualização permitirá aos utilizadores a execução de múltiplos sistemas operativos e de complexas aplicações cloud.
Os smartphones e os tablets são, antes de tudo, dispositivos para comunicação e recepção de vídeo, dados e outros serviços Internet a partir da nuvem. Pode ser estabelecido um ambiente virtualizado para um serviço cloud específico ou para o intercâmbio de dados com um PC, por exemplo, diz Les Forth, engenheiro de aplicações da Freescale Semiconductor.
Assim, os utilizadores poderão estabelecer uma ligação remota aos seus PCs de casa para poderem executar aplicações ou reproduzir ficheiros multimédia em tempo real. Usando um ambiente separado, a virtualização poderá ainda permitir aos utilizadores a execução de jogos multi-utilizador de alta definição na nuvem, adianta Les Forth.
Muitas aplicações podem estar escritas num código que não é compatível com o sistema operativo móvel do dispositivo, pelo que será necessária a criação de um ambiente virtualizado.
Com efeito, a virtualização já está hoje a ajudar a executar tarefas de comunicação em tempo real em smartphones. Está também a permitir a execução de múltiplos sistemas operativos e a criar ambientes separados para a execução de software de forma segura. “Podemos ter um sistema operativo a ser executado em tempo real numa partição virtual para garantir que temos sempre uma resposta também em tempo real a tarefas críticas”, sublinhou Gwennap.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado