António Câmara confia na massa crítica do CoLab

O director do programa Programa UT Austin considera que foi já criada massa crítica para haver resultados consistentes, nos próximos anos. Sobre necessidades de melhor coordenação, o responsável tem outra visão.

Ao fim de três anos de desenvolvimento o director do Programa de colaboração UT Austin – Portugal, António Câmara considera já ter sido alcançado um objectivo do programa: a criação de massa crítica em torno da investigação sobre as áreas de media digitais, matemática e formas avançadas de computação. Foi sobre essas áreas que começaram hoje a ser apresentados vários projectos de investigação, enquadrados no programa. Agora o director-geral da YDreams pede tempo e persistência para emergirem resultados mais concretos. Segundo o mesmo, estão envolvidos nos projectos perto de 50 doutorandos, e mais cerca de uma centena de estudantes em pós-graduações. Esse enfoque na formação tem sido essencial para criar a tal massa crítica, considera. Tendo em conta que os projectos de investigação decorrem durante três a quatro anos, o responsável promete um “impacto” importante, nas referidas áreas de desenvolvimento, em Portugal. E para já, considera fundamental o acesso disponibilizado a investigadores a laboratórios integrados num ecossistema de colaboração como um factor positivo.
Um dos responsáveis da ligação entre o lado português da parceria e o lado norte-americano é David Gibson, director associado da Universidade do Texas em Austin. Salienta como maior resultado da parceria, o alto nível de colaboração. Merece-lhe referência também o simples contacto de investigadores portugueses com outras realidades de investigação, com maior autonomia e partilha de conhecimento, usufruindo de vários pontos de vista, em vez de uma orientação singular. Outro aspecto importante da colaboração tem sido a preparação de pessoas, nas universidades, como agentes de transferência de tecnologia e conhecimento, para o meio empresarial.
Coordenação ou autonomia
Quanto a algumas sugestões de medidas de maior coordenação entre o programa e reitores, como avançou António Rendas, presidente do Conselho de reitores das Universidades Portuguesas, António Câmara, tem outra visão. Primeiro considera que em Portugal muitas instituições exageram nas exigências de coordenação. O professor prefere um desenvolvimento mais autónomo e mais espontâneo, que evolua da base para o topo das hierarquias – bottom-up. E pede tempo e persistência para os projectos evoluírem.
Na sua intervenção, António Rendas pediu ainda, maior difusão de informação sobre os projectos e considerou necessário alargar o âmbito do programa e o número de empresas envolvidas.
A conferência decorre até amanhã
Veja os projectos a serem desenvolvidos no âmbito do CoLab




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