UE investiga (novamente) subsídios chineses aos fabricantes de modems

Queixa do fabricante belga, Option, deu início à investigação. Option alega que principais fabricantes de modems chineses ZTE e Huawei são subsidiados por governo.

A Comissão Europeia está a ponderar a abertura de um segundo inquérito para determinar se a China está, de facto, a subsidiar ilegalmente empresas locais que produzem modems wireless.
A abertura deste segundo inquérito vem no seguimento de uma queixa apresentada pelo fabricante belga de modems, Option. A Option é o único produtor da EU de modems 3G e já tinha apresentado uma denúncia de prática de dumping por parte dos fabricantes chineses no início deste ano.
Na sua nova queixa, a Option alega que os principais fabricantes de modems chineses, a ZTE e a Huawei, que detêm 90% do mercado das placas 3G e dos modems USB modems, estão a ser subsidiados pelo governo chinês e por bancos estatais.
A Huawei em particular conta com uma linha de crédito que excede largamente os parâmetros normais, o que dá à empresa uma vantagem injusta perante o mercado, de acordo com o porta-voz da Option, Jan Pote. A empresa acredita que “as práticas de venda destes concorrentes chineses é e sempre foi ilegal ao abrigo das leis da UE”. O Director Geral do Comércio da Comissão Europeia não confirmou, ainda, se vai avançar com uma investigação formal ao caso.
Se a Comissão, como resultado de qualquer investigação realizada, considerar a China culpada, essa decisão poderá conduzir ao aumento das tarifas de importação, o que acabará por prejudicar as relações comerciais entre a UE e a China. Pequim acusou a União Europeia de proteccionismo na altura em que o primeiro inquérito para investigação de eventuais práticas de dumping foi conduzido em Junho passado. Nessa altura, a Option queixou-se que as empresas chinesas estavam a vender modems no mercado europeu a preços absurdamente baixos.




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