Autoridades suecas apertam o cerco à partilha ilegal de ficheiros

Os operadores das plataformas de partilha de ficheiros Direct Connect estão a ser investigados.

A polícia sueca procedeu, nas últimas duas semanas, a buscas em casas pertencentes a pessoas suspeitas de realizar partilha ilegal de ficheiros, nas cidades de Estocolmo, Haparanda e Östersund, tendo as buscas nesta última localidade sido realizadas na passada sexta-feira. Como resultado deste procedimento, a polícia apreendeu um computador e interrogou um suspeito, de acordo com as informações prestadas pelo magistrado do ministério público, Henrik Rasmusson, segundo o qual as diligências feitas até ao momento mostram que as autoridades estão no caminho certo.
A polícia realizou buscas em habitações de Estocolmo e Haparanda no passado dia 26 de Agosto, estando essa investigação ainda a decorrer. Ambos os casos estão relacionados com a utilização do protocolo de partilha de ficheiros Direct Connect, tendo as buscas sido efectuadas nas casas das pessoas suspeitas de gerir os hubs necessários para partilhar os ficheiros.

Estas diligências fazem parte de uma acção mais abrangente por parte das autoridades, com o objectivo de encontrar e penalizar todos os indivíduos que pratiquem indevidamente a partilha de ficheiros. Uma força policial especial foi criada em Gothenburg para investigar todas as violações de direitos de autor que envolvam a utilização de computadores, tendo a sua acção resultado num número maior e numa rapidez acrescida nas investigações, de acordo com Rasmusson.

Decorrem mais 20 investigações
Forças similares estão também a ser criadas em Estocolmo e Malmö. À data de hoje, existem cerca de 20 investigações a decorrer, embora nenhuma destas novas forças especiais tenha estado envolvida no mais famoso caso de violação de direitos de autor da Suécia, que ainda este mês vai a julgamento.
Quatro pessoas envolvidas na gestão do famoso site de partilha de ficheiros The Pirate Bay foram consideradas culpadas pelo tribunal, em Abril de 2009, pela prática de crimes contra as leis de protecção de direitos de autor. Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundström foram sentenciados a um ano de prisão, sendo que o tribunal também os condenou a pagar cerca de 30 milhões de coroas suecas (cerca de 3,2 milhões de euros) em indemnizações. O recurso apresentado pelos réus será decidido em julgamento cujo início está marcado para dia 28 deste mês.




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