Competências necessárias para trabalhar em TI no futuro

O conhecimento das tecnologias de informação será mais ubíquo mas os empregadores vão requerer estas cinco especialidades técnicas.

Em 2020, o conhecimento técnico deixará de ser a pedra fundamental dos departamentos de tecnologias de informação (TI). Funcionários em todas os departamentos das empresas terão um relativo domínio sobre o uso dos recursos tecnológicos para desempenhar essas funções.
Ainda assim, futuristas e peritos da informática prevêem uma procura expressiva por profissionais com capacidade de interpretar enormes volumes de dados. Os que dominarem técnicas de segurança, souberem gerir questões críticas em sistemas recentes e transmitirem com clareza como a TI pode dinamizar o negócio, serão privilegiados.
1. Análise de dados
Em 2020, o volume de dados gerados anualmente estará na casa dos 35 zettabytes – ou 35 milhões de petabytes -, segundo o departamento de pesquisa da IDC. Para ter uma ideia, será o suficiente para construir uma torre de DVDs que chega até à Lua e volta, afirma John Gantz, principal executivo de pesquisa da IDC.
A procura por profissionais capacitados para a depuração de um volume monstruoso de dados será igual à estabelecida por gente habilitada para cooperar com unidades de negócios na definição da natureza desses dados.
Este profissional, híbrido de técnico com visão para os negócios, terá excelentes conhecimentos de TI e sobre os processos e as operações do negócio. “São pessoas que saberão identificar que informação as pessoas necessitam” e como transformar essa informação em lucro, afirma David Foote, presidente e CEO da Foote Partners LLC. “Haverá muito mais pessoas a entender toda a ‘cadeia produtiva’ de dados, da informação ao dinheiro”, diz.
2. Avaliação de riscos
A gestão de riscos deverá apresentar uma procura estável em toda a década de 2020, especialmente quando as empresas travarem batalhas com a complexidade da TI, diz o futurista David Pearce Spyder. Uma comparação pode ser traçada entre as complexidades que se aproximam nas TI e os esforços hercúleos da British Petroleum para parar o derrame de petróleo no Golfo do México, ou a luta da Toyota para eliminar a repentina aceleração de alguns dos seus veículos, diz Snyder.
“Quando se está numa época de rápida inovação”, como a actual e que se deve manter até 2020, “vai-se deparar com a lei das consequências indesejadas – quando se tenta algo novo num mundo complexo, de certeza que pelo caminho vão surgir consequências inesperadas”. As empresas irão procurar profissionais com capacidades de gestão do risco para prever e reagir a estes desafios.
3. Domínio da robótica
Os robôs vão exercer cada vez mais tarefas em 2020, de acordo com Joseph Coates, consultor futurista de Washington (EUA). Os trabalhadores especializados em robótica terão oportunidades de emprego em todos os mercados, afirma.
“Pode pensar-se em [robôs] como dispositivos em forma de humanos mas basta ampliar isso para abrigar tudo que é automatizado”, diz Coates. Os trabalhos robóticos vão envolver investigação, manutenção e reparação. Os especialistas irão explorar usos para a tecnologia em mercados verticais. Por exemplo, determinados profissionais em robótica podem especializar-se nos cuidados de saúde, desenvolver equipamentos para uso em centros de reabilitação, enquanto outros poderão criar dispositivos para deficientes ou soluções voltadas para a educação infantil.
4. Segurança da informação
Já que passamos cada vez mais tempo online, a verificação de identidades e a protecção da privacidade deverão ser grandes desafios em 2020, porque as interacçõees cara-a-cara serão menores, mais informação pessoal estará online e novas tecnologias vão facilitar o roubo de identidade, segundo um estudo da PriceWaterhouse Coopers. Os teletrabalhadores vão representar uma larga porção da força de trabalho, deixando as organizações mais vulneráveis a riscos de segurança.
“Vivemos numa época de risco” porque muitos funcionários têm bons conhecimentos de tecnologia mas, no entanto, eles não entendem a primeira coisa sobre segurança de dados, explica Foote. “Isso mudará em 2020″, quando as empresas fortalecerem a protecção sobre a segurança de dados – incluindo o centro de dados, a ligação à Internet e o acesso remoto, prevê.
5. Administração de redes
A administração dos sistemas de redes e da transmissão de dados permanecerá no topo das prioridades em 2020 mas enquanto as empresas fogem de a aumentar nas despesas, vão virar-se para as consultoras para lhes dizerem  como serem mais produtivas e eficientes, diz Snyder, baseado nas previsões do departamento de estatísticas de emprego dos EUA.
“Já se despediu o que havia a despedir, portanto agora só se pode aumentar a produtividade”, diz. “Alguém terá de me explicar como usar melhor a tecnologia de que disponho”.

Artigo adaptado da Computerworld/IDGNow!




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