Cartões de débito com visor táctil

A MasterCard está a divulgar uma nova geração de cartões de débito e que já despertou interesse em Portugal.

A MasterCard Europe apresentou o primeiro cartão de débito de nova geração com um visor táctil. O Display Card deve “chegar a Portugal, há interesse dos nossos clientes”, referiu Paulo Raposo ao Computerworld.
O country manager para Portugal da MasterCard Europe explica que há algumas “variáveis” a serem consideradas, como o custo mais elevado de processamento do cartão ou o tipo de informação a disponibilizar, mas “há um claro interesse dos bancos”.
O banco turco TEB, subsidiário do BNP Paribas, é o primeiro emissor deste tipo de cartões para consumidores com um programa de autenticação Maestro eCommerce e que arranca este mês na Turquia. No Reino Unido, a Newcastle Building Society “também se comprometeu a participar no piloto desta nova funcionalidade, ainda no final deste ano”, revelou a empresa em comunicado. A empresa acrescenta que devem ser adicionadas ao cartão novas características “num futuro próximo” e que o dispositivo de autenticação pode ser adaptado a outros cartões MasterCard.
O “Display Card” é “o primeiro cartão interactivo no mercado” e “trabalha como qualquer outro cartão de pagamento, mas tem um pequeno dispositivo com um visor táctil. O titular do cartão pode ver a informação – números e/ou texto – no pequeno visor, tem um código dinâmico, saldo de conta e um limite de gastos. A MasterCard escolheu a NagralID, um especialista em segurança com a sua base na Suíça, como parceiro tecnológico para este programa”.
Outra “mais valia do Display Card é a funcionalidade de autenticação remota dos cartões de débito”, que os torna “muito favoráveis para assegurar a segurança nas transacções online, especialmente para os seus titulares que têm contas de online banking ou que fazem compras online”.
No caso do saldo, Paulo Raposo explica que só será visível após a introdução de um código de segurança. Na opção de acesso online, o próprio cartão pode ter um critpograma que gera de forma aleatória um código, visível no ecrã, para ser usado no acesso à banca ou para compras online.
Como o custo de adopção desta nova tecnologia é naturalmente mais elevado na fase inicial de introdução no mercado, este responsável espera que um maior número de adesões faça baixar o seu custo de processamento e generalize o seu uso.




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