CIOs admitem que não conseguem controlar uso de aplicações

Estudo da Centrix diz que não sabem quem está a fazer o quê e onde.

Apenas um quarto de todas as empresas britânicas considera ser possível determinar com que frequência uma aplicação é usada na sua organização, de acordo com um estudo recente da Centrix Software, segundo o qual também apenas um quarto dos inquiridos considera fácil obter esta informação.
Mas Lisa Hammond, CEO da Centrix, diz que a realidade pode ainda ser pior do que este estudo deixa adivinhar. “Eu creio que houve um certo exagero na avaliação feita pelos inquiridos, até porque no nosso contacto diário com os clientes percebemos que os números são bem mais baixos do que este”.
De acordo com esta responsável, os resultados variaram consoante a dimensão da empresa consultada. “É obviamente mais fácil controlar a utilização de centenas de computadores do que milhares. Por exemplo, nós tínhamos um cliente com milhões de fluxos de dados para analisar, o que pode ser bastante complicado de fazer. Outra forma de tornar o processo mais fácil é monitorizar apenas uma aplicação”.
Mas não é só a utilização das aplicações que as empresas têm dificuldade de determinar. As companhias britânicas não conseguem também determinar com exactidão os custos. Quase um terço dos inquiridos (31%) diz que seria impossível, ou pelo menos muito difícil, obter informação precisa sobre os custos que essas aplicações estão a ter nas empresas e, mais uma vez, apenas um quarto das companhias inquiridas diz conseguir determinar esses custos com exactidão.
Na opinião de Lisa Hammond, esta falta de monitorização pode causar sérias dificuldades às empresas que pretendam dar o salto para a virtualização.
“Quando as empresas planeiam migrar para a virtualização é imperativo que saibam três coisas: que aplicações estão a ser usadas; qual é o padrão dessa utilização (por exemplo, onde e quando estão a ser usadas) e quais os dispositivos onde estão a ser executadas. Um dos grandes erros que se comete quando se adopta a virtualização é olhar apenas para este último ponto, ou seja, o dispositivo. É preciso ver para além disso”.




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