Intel quer descobrir como vai ser o futuro da tecnologia

Fabricante de microprocessadores cria novo laboratório de investigação para estudar a
forma como as pessoas querem desfrutar da tecnologia.

A Intel está a preparar a criação de um novo laboratório de investigação com o objectivo de ajudar os cientistas a perceber de que forma as pessoas irão utilizar os seus computadores no futuro.
O Chief Technology Officer (CTO) da Intel, Justin Rattner, anunciou a formação do novo laboratório, baptizado como “Interaction and Experience Research”, durante o evento anual da companhia “Research Day”, realizado esta semana nos Estados Unidos. De acordo com este responsável, o novo laboratório terá por principal missão antecipar as novas plataformas computacionais e as novas formas de utilização que vão surgir no futuro.
“Ter a melhor tecnologia não chega nos dias que correm. O que as pessoas mais valorizam hoje é uma experiência de utilização profundamente pessoal e informativa”, sublinha.
Caberá a Genevieve Bell a direcção do novo laboratório de investigação. “O envolvimento da Intel na vida das pessoas vai hoje muito para além do PC. Os processadores da Intel e a Internet estão hoje nas televisões, dispositivos móveis, automóveis, sinalética, e muitas outras coisas. A nova divisão quer determinar como é que, nos próximos 15 anos, vai evoluir a forma como as pessoas adoptam e resistem a novas tecnologias da informação e comunicação.
Os investigadores especializados no campo das ciências sociais e da interacção entre humanos e computadores terão a cargo essa missão, tentando descobrir o que as pessoas mais valorizam, o que melhor se enquadra nas suas vidas quotidianas e o que mais gostam de usar”.
Genevieve Bell diz que o objectivo da Intel é “casar” esta análise do comportamento humano com a investigação da companhia na área computacional para, assim, ter as bases necessárias para criar a melhor tecnologia da próxima geração.
Manny Vara, um estratega especializado em tecnologia da Intel, disse numa entrevista ao Computerworld que a empresa está a dar um grande ênfase ao estudo das pessoas e da forma como usam a tecnologia, bem como ainda a maneira como desejam usá-la no futuro.
“Eu acredito que, daqui a 10 ou 20 anos, provavelmente já não pensaremos no uso da tecnologia como algo ligado à computação. Simplesmente, passará a ser uma parte das nossas vidas”, sustenta.
Este especialista dá o exemplo do que se está a passar com as redes sociais.

Daqui a alguns anos, diz, a ligação entre as pessoas de forma digital para fins sociais ou profissionais será apenas mais uma rotina.


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