Comissão receia escassez de matérias-primas para tecnologia

Maior procura de minerais pelos países em desenvolvimento e para integrar em novas tecnologias emergentes é preocupação para a Europa.

A Comissão Europeia (CE) aponta 14 minerais como críticos para o desenvolvimento tecnológico no espaço europeu. No relatório “Critical raw materials for the EU“, um grupo de peritos (onde se inclui o português Franco Mendes do Ministério da Economia) emite um conjunto de recomendações para evitar a potencial escassez dessas matérias-primas.
Os minerais – onde se encontram o antimónio, berílio, cobalto, gálio, grafite, magnésio, tântalo ou tungsténio – são “parte essencial tanto de produtos de alta tecnologia como de produtos do dia-a-dia do consumidor, como telemóveis, placas fotovoltaicas, baterias de iões de lítio, cabos de fibra óptica, óleos sintéticos, entre outros”, refere a CE.
No primeiro estudo sobre o assunto, foram analisados 41 minerais e metais mas 14 são os mais importantes para a Europa, porque podem escassear devido à procura pelos países em desenvolvimento e para novas tecnologias emergentes. Nalguns casos, esta procura pode triplicar até 2030 relativamente a 2006 e, noutros, existe algum risco por o grosso da produção mundial se encontrar num número restrito de países.
“É nosso objectivo garantir que a indústria europeia seja capaz de continuar a ter um papel de liderança nas novas tecnologias e inovação e temos de assegurar que temos os elementos necessários para o fazer”, explicou Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão e responsável pelas áreas de Indústria e Empreendorismo.




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