UE questiona compra da Sybase pela SAP [actualizado]

A Comissão Europeia, que continua sem decidir se a aquisição da Sybase pela SAP cumpre as regras europeias, tem dúvidas sobre a viabilidade do negócio e procura opiniões. Em Portugal, a AC estuda a compra de activos da VeriSign pela Symantec.

“Depois de realizar um exame preliminar, a Comissão considera que a operação pode entrar em conflito com as normas anti-monopólio da União Europeia”, de acordo com um texto publicado no jornal oficial da instituição. Neste sentido, a Comissão, máxima autoridade para as questões monopolistas da UE, está a tentar recolher diferentes opiniões sobre o acordo junto de outras partes interessadas, dando-lhes agora 10 dias para responderem.

A SAP, que espera poder concluir no próximo mês de Julho a compra da Sybase por 5,8 mil milhões de dólares, poderá ver assim adiada a operação, se as autoridades europeias decidirem levar a cabo uma completa revisão dos termos do acordo. “Ainda temos esperança que a compra da Sybase seja concluída dentro dos prazos estabelecidos previamente”, afirmou o porta-voz da SAP, Andy Kendzie, em comunicado. A Sybase escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o assunto.

Recorde-se que os reguladores europeus também atrasaram durante vários meses a compra da Sun Microsystems por parte da Oracle, manifestando preocupações quanto ao destino que pudessem ter as tecnologias de código aberto, como a base de dados MySQL e a linguagem de programação Java.

Neste sentido, e para evitar preocupações semelhantes, SAP já veio dizer que está muito interessada na plataforma móvel e na tecnologia de bases de dados da Sybase, já que a ajudarão a ampliar o seu negócio de aplicações empresariais.

[Actualização:] Em Portugal, também a Autoridade da Concorrência está a analisar a “operação de concentração de empresas” entre a Symantec e alguns activos da VeriSign. Segundo explicou Teresa Duarte, daquela instituição, trata-se de um processo normal mesmo para empresas com sede no estrangeiro, mas com operações em Portugal. Isto ocorre quando essas empresas têm acima de 30% de quota de mercado no nosso país ou tenham obtido um volume de negócios superior a 150 mil euros no ano fiscal transacto.




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