Últimos endereços IPv4 podem gerar problemas

Portugal Telecom organiza evento sobre IPv6 esta sexta-feira, em Lisboa.

Os endereços podem ter actividade indesejada, segundo um investigador
Os poucos blocos de endereços da Internet a serem alocados sob o velho protocolo IPv4 parecem ser “hotspots” de tráfego indesejado e quem os registar pode ter de pagar por isso, revelou um investigador na conferência North American Network Operators Group.
Ninguém consegue activar um servidor Web num endereço IP (de Internet Protocol) que não tenha sido alocado mas é possível escrever código que aponte para esses endereços não utilizados. A inesperada actividade detectada nesses “espaços negros” pode ter origem numa variedade de fontes, incluindo ataques ou código benigno de teste a uma aplicação ou computador. Apesar do tráfego não representar em si uma ameaça de segurança, uma empresa que adquira os endereços afectados de um fornecedor de acessos à Internet (ISP) terá provavelmente de pagar pela transmissão dos pacotes irrelevantes, afirma Manish Karir, investigador na Merit Network, um operador de rede educativa e centro de investigação da Internet no Michigan.
O IPv4 assegura cerca de 4300 milhões de endereços que devem esgotar-se nos próximos dois anos, apesar de ainda restarem 16 blocos com cerca de 16,7 milhões de endereços cada (eram 22 blocos há três meses). Se os endereços remanescentes forem “poluídos” com tráfego indesejado, pode tornar o problema ainda mais urgente para as empresas que querem usar esses novos endereços.
Num desses blocos de endereços (1.0.0.0/8), os investigadores detectaram tráfego na ordem dos 170 Mbps (bits per second), a uma média de 150 pacotes por segundo.
Esta sexta-feira, a Portugal Telecom organiza um IPv6 Day em Lisboa para analisar o desafio de “gerir atempadamente e de forma organizada a transição para o novo protocolo IPv6, única forma de garantir que existe capacidade de fazer crescer e desenvolver o mundo Internet”. Os oradores são Mário de Almeida, da operadora nacional, Latif Ladid, do IPv6 Forum, e Per Blix, da Comissão Europeia.




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