Elaboração de contratos é essencial no cloud computing

O cloud computing exige nova legislação, mas não está desregulamentado. Contudo, os contratos e a sua elaboração constituem peças fundamentais para salvaguardar posições. A e-Chiron quer vender a sua experiência acumulada nestas questões.

Na base das preocupações legais, considerando o modelo de cloud computing, estarão sempre o controlo e segurança dos dados. A advogada da Mason Hayes +Curran, chama logo a atenção para o facto de o modelo não estar completamente desregulamentado, apesar de precisar de um melhor enquadramento legal – sobretudo nas questões de responsabilidade, segurança dos dados, e transferência de dados. Kelly  não espera grandes mudanças da revisão legal que está a acontecer actualmente ao nível da Comissão Europeia. Por isso, a elaboração dos contratos de serviço assumem actualmente grande importância. Assim na opinião da advogada, por não terem muitos recursos disponíveis, e embora tenham menos constrangimentos na adopção do novo modelo, podem não conseguir obter o contrato que os beneficie verdadeiramente. Conforme o tipo de dados, podem até ter sérios problemas se não estabelecerem um contrato que os proteja.
É necessário precaver situações como a falência do fornecedor, e estabelecer formas razoáveis de interromper o contrato. No entanto, recomenda Jeanne Kelly, torna-se importante não cometer os exageros dos SLA do outsourcing, tradicional. Ganha relevância a especificidade dos dados alojados, e em muitos casos continua a ser difícil atribuir responsabilidades quando há brechas de segurança.
Na visão da advogada, há muitas questões de segurança que podem ser acauteladas no contrato de serviço. É preciso ter em consideração que as garantias de serviço representarão sempre um custo importante, e quanto melhores forem, mais custarão, em regra. Contudo, Jeanne Kelly acredita que os modelos de garantias deverão evoluir com o mercado, embora ganhando complexidade.

e-Chiron tem já três projectos-piloto

O CEO da e-Chiron, João Ribeiro da Costa, confirmou a importância do aspecto legal do modelo de cloud computing, colocado no topo da lista de preocupações dos seus clientes, num inquérito efectuado pela organização. A empresa, especializada no fornecimento de serviços geridos de TI, quer posicionar-se como uma nova espécie de fornecedor num ambiente de cloud computing: será um fornecedor de serviços ao cliente final, contratando-o para isso, a empresas de cloud computing. A organização quer aproveitar o conhecimento e experiência acumulados, para servir os clientes, obtendo para eles a melhor oferta de cloud computing. Isso envolve por exemplo a prestação de serviços de consultoria na elaboração de contratos. Para o responsável da empresa é importante para os potenciais clientes, perceberem qual é a plataforma mínima de infra-estrutura necessária manter, para suportar um modelo de cloud computing.
Hoje a organização está a gerir três projectos-piloto, e João Ribeiro da Costa espera que dentro de dois anos, todos os seus 50 clientes tenham algum volume de dados e aplicações, alojados num modelo de cloud computing. A empresa que facturou em 2009, 6,8 milhões de euros, espera apresentar casos concretos de clientes de cloud computing já em Setembro, apesar da depressão do mercado: depois de ter crescido perto 18%, no ano passado, durante o corrente exercício a, empresa não deverá passar de um crescimento a um dígito.

Veja a apresentação de Jeanne Kelly

Veja a apresentação de João Ribeiro da Costa




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