Toshiba factura perto de 124 milhões de euros

O volume de negócios de 2009 ficou aquém dos resultados de 2008, exercício durante o qual a empresa cresceu perto de 12% e atingiu os 127,8 milhões. A principal causa foi a queda dos preços dos portáteis, segundo o director-geral João Amaral.

A facturação da Toshiba sofreu uma quebra de cerca de 2,9% durante o último exercício da empresa em Portugal que terminou em Março, referente ao ano de 2009. Em entrevista, a ser publicada posteriormente, o director-geral da empresa em Portugal, João Amaral culpa sobretudo a queda dos preços dos portáteis, a qual atingiu 21%, em 2009. Entretanto o objectivo de crescimento para 2010 é de manter a facturação. A área de negócios dos PC representou perto de 90% do volume de negócios da empresa – incluindo os negócios de equipamentos opcionais e comissões de vendas de software – com os restantes 10% a serem garantidos pelo negócio das televisões. O mercado dos televisores constitui uma das grandes apostas da empresa. O fabricante reivindica uma quota de mercado de 3% em 2009, e diz ter antecipado para 2010 o objectivo de garantir uma “fatia” de 5%. A estratégia definida por João Amaral passa por replicar o modelo implementado para a comercialização de portáteis. Mas, além disso, a Toshiba pretende afirmar-se como uma alternativa num mercado que diz ser dominado por cinco grandes marcas, detendo perto de 70% do mercado; e três distribuidores que concentram perto de 50% do negócio em Portugal. A gestão da cadeia de suporte será determinante, para o responsável.

Smartbook em vez de netbook

No entanto, a Toshiba não deixará de ser uma empresa de dispositivos móveis de computação e já traçou uma estratégia de reacção à queda os preços dos portáteis. No terceiro trimestre do ano vai lançar um novo dispositivo – o smartbook – cujas capacidades e funcionalidades definirão um equipamento que  estará entre um smartphone e um portátil. Deve substituir o netbook, com preços ainda mais baixos, prescindindo do contributo de parceiros tradicionais da Toshiba, como a Microsoft. Quase ao mesmo tempo a empresa deverá deslocar as gamas superiores da sua oferta para estratos mais baixos de preços.


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