SBIR como alavanca de inovação

Small Business Innovation Research (SBIR): é um conceito ou estratégia importada dos Estados Unidos, assumida hoje como uma importante ferramenta de promoção da inovação, em países como a Holanda, através dos sistemas nacionais de compras.

Na abertura do evento sobre compras públicas da APDC, o seu presidente Diogo Vasconcelos já tinha falado de uma importante dimensão das agências e sistemas de compras nacionais: a de promoverem a inovação no país, e ao mesmo tempo, conseguirem promover o negócio das PME, traçando caminhos de inovação. Nos Estados Unidos e na Holanda, por exemplo, essa vertente está a ser fundada no conceito C ou Small Business Innovation Research. A ideia é, na sua política de procurement, as agências sustentarem financeiramente, projectos de inovação de PME, para satisfazer necessidades da própria administração pública. No processo, é salvaguardada a propriedade intelectual do projecto para a empresa, e esta poderá depois, com os resultados do seu esforço de investigação e desenvolvimento, explorar a comercialização de um produto ou serviço no mercado.
A experiência da Holanda foi explicada por Andre Roos, gestor de programa do ministério da Economia holandês. Primeiro que tudo, foi necessário haver uma estratégia concertada de vários interessados na estrutura da administração pública. E depois torna-se necessária a monitorização das iniciativas de aquisição das agências, para perceber o que faz sentido. Os quadros de regulação, incluindo os europeus, podem ser apresentados como impedimentos intransponíveis. Mas na visão de Roos, não são assim, e até permitem desenvolver vários tipos de projectos. Na sua opinião, a estratégia também envolve uma atitude diferente face ao risco, em que ele “gerido em vez de evitado”.
Os projectos para desenvolvimento de soluções geralmente decorrem em três fases , com duas fases de financiamento. Idealmente, das empresas candidatas devem ser seleccionadas três empresas, ou no mínimo duas: trata-se de salvaguardar a amplitude de escolhas disponíveis para o Estado no futuro; evitando que o mesmo fique refém de uma só empresa, única detentora do conhecimento ou tecnologias desenvolvidas.




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