Mercado português de PC cai 44,8%

Em contraciclo com a Europa, venderam-se 295 mil PC durante o primeiro trimestre, no mercado português, aprofundando a quebra que vem do trimestre anterior outros meses, segundo a IDC. Face ao período homólogo a queda foi de 44,8%

No primeiro trimestre de 2010, o mercado nacional de PC (englobando portáteis e desktops) acentuou a tendência de quebra nas vendas que se vinha manifestando desde o terceiro trimestre de 2009. De acordo com o Relatório “IDC EMEA PC Tracker”, venderam-se até ao final de Março, em Portugal, 294.886 PC, dos quais 82% eram portáteis.
Os números representam uma quebra de 44,8% nas vendas globais comparativamente ao período homólogo de 2009, com os desktops a decrescerem 39,2% (para 53.948 unidades) e os portáteis a venderem menos 45,9% (para 240.938 unidades). Em contraste, no primeiro trimestre de 2010 o mercado de PC cresceu 22% na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), com o segmento dos portáteis a crescer 32,2% face ao primeiro trimestre de 2009.

No contexto português, o mercado de consumo acusou a maior quebra de vendas no segmento de portáteis (180.363 unidades, menos 53,4%) com alguma recuperação no “nicho” dos desktops (20.401 unidades, um crescimento de 18,3%). Já o mercado empresarial parece estar a estabilizar, com um crescimento de 3,9% nas vendas de portáteis (atingindo as 60.575 unidades) apesar de uma forte quebra no segmento dos desktops (33.547 unidades vendidas, menos 53,1%) no primeiro trimestre de 2010, por comparação com o período homólogo.

Gabriel Coimbra, director de consultoria e pesquisa da IDC, não prevê grandes melhorias: “Como causas desta tendência global, que prevemos que não se irá inverter no segundo trimestre deste ano, podemos encontrar a “ressaca” do forte crescimento induzido pelos programas governamentais até ao final do segundo trimestre de 2009 e a contínua instabilidade económica. No entanto, e apesar da conjuntura, o mercado empresarial apresenta sinais de estabilização na procura de PC portáteis”.




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