Forrester defende novo modo de desenvolver BI

As soluções de Business Intelligence (BI) continuam a ser de grande prioridade para os gestores das empresas e dos seus responsáveis de TI. A procura por ferramentas de BI e análise não deverá, por isso, abrandar nos tempos mais próximos.

Contudo, para muitos CIO, a implementação de novas e, mais importante ainda, inovadoras aplicações de BI tem sido uma missão difícil: volumes de dados cada vez maiores, combinados com ambientes de TI complexos têm levado as ferramentas de BI existentes nas empresas aos seus limites. Consequentemente, os departamentos de TI têm tido muita dificuldade em responder às necessidades dos seus utilizadores em termos de aplicações fáceis de usar e intuitivas, que incorporem as últimas novidades no campo dos recursos de informação corporativa.
Esta problemática dá o mote para o mais recente relatório da Forrester Research, intitulado “Agile BI Out of the Box”, da autoria do analista Boris Evelson. A somar à dificuldade dos projectos de BI está a complexidade da subjacente arquitectura de TI e infra-esturtura das empresas. Evelson escreve, por isso, no seu relatório que “devem ser considerados múltiplos componentes, nomeadamente integração de dados, limpeza, modelação, armazenamento, criação e gestão de métricas, relatórios, dashboards, petições, alertas e muito mais, juntando-os todos para formar uma aplicação de BI verdadeiramente completa e útil”.
Enquanto isso não acontece, e de acordo com um estudo também realizado pela Forrester, os utilizadores empresariais de aplicações de BI estão largamente instisfeitos com a falta de agilidade e flexibilidade dessas soluções. Embora algumas delas tenham vindo ajudar as empresas com algumas funções de negócio específicas, Boris Evelson afirma que “não têm capacidade para responder a todas as necessidades”.
A mensagem principal do relatório de Evelson é que é preciso criar uma nova forma de conceber e construir as aplicações de BI, defendendo que a recolha de informações sobre todas as fontes de informação, a documentação de todos os atributos, a criação de data warehouse baseado na informação recolhida e a compilação de especificações para aplicações de BI nem sempre é uma abordagem suficiente para enfrentar os desafios colocados pelos complexos ambientes de TI dos dias de hoje e pelas necessidades dos seus utilizadores.

Mecanismos de desenvolvimento não actuam

Os mecanismos actuais de desenvolvimento de software, na opinião de Evelson, “não funcionam para aquilo que realmente se necessita de uma aplicação de BI”. E é aqui que entra a nova abordagem defendida pela Forrester e à qual a consultora deu o nome de “Agile BI”. Pode parecer mais um chavão para as empresas ignorarem ou visto apenas como mais um analista que vem defender a criação de novas metodologias para o desenvolvimento de software. Mas a verdade é que Boris Evelson tem bons argumentos a sustentar o seu “Agile BI”. O objectivo, diz, é fazer com que o desenvolvimento seja mais rápido e a sua reacção mais célere aos requisitos de negócio sempre em mutação. No relatório, este analista aprofunda bastante as temáticas dos requisitos técnicos, das mudanças organizacionais, das estratégias dos fabricantes e do que as empresas exigem para mudar de soluções.
“Basicamente, o Agile BI não é muito diferente de qualquer outra metodologia de desenvolvimento que tenha por objectivo a disponibilização gradual de produtos em vez de uma abordagem ‘big-bang’. Mas, a metodologia Agile BI difere de outras abordagens na medida em que implica novas e diferentes tecnologias e arquitecturas para suporte. Um exemplo disso são as aplicações de BI de geração de meta dados”, sublinha.
As empresas que pretendam fazer a transição para uma estratégia de Agile BI irão precisar de começar por baixo e aplicá-la a casos específicos, defende ainda o analista. A gestão de fabricantes será, igualmente, crítica nesta nova área das TI. Boris Evelson mostra-se resoluto quanto ao futuro da metodologia: “O Agile BI veio claramente para ficar e ser bem sucedido, até porque a generalidade das plataformas de BI tradicionais terá cada vez mais dificuldade em acompanhar o ritmo dos ambientes corporativos de TI e suas necessidades”, conclui.




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