“Nuvens” da Microsoft e Oracle partem de visões distintas

Na Expo Cloud Computing, a Microsoft mostrou preferência pelas nuvens públicas enquanto a Oracle está centrada nas nuvens privadas. Mas os modelos acabam por ser os mais razoáveis.

Ambas as companhias mostraram à audiência do certame visões díspares, com a Microsoft a centrar a sua apresentação nas nuvens públicas e a Oracle a apresentar ferramentas para a construção de nuvens internas, embora os dois gigantes do software tenham falado dos benefícios que a utilização de plataformas híbridas pode trazer para as empresas.
Hal Stern, presidente da Oracle e ex-CTO da Sun Microsystems, afirmou que a principal vantagem do cloud computing é a sua elasticidade, defendendo um modelo híbrido e desafiando as organizações a preparar uma infra-estrutura empresarial com base neste modelo.
A Oracle escolheu esta conferência para anunciar uma nova série de produtos concebidos para a implementação de aplicações de cloud computing internas. O Oracle Virtual Assembly Builder (OVAB) permite às organizações criarem dispositivos virtuais dos programas de uso comum, tais como servidores Web e bases de dados, possibilitando uma implementação rápida. Também apresentou o WebLogic Suite Virtualization Logic, para acelerar os tempos de execução das aplicações Java. Este segundo pacote consiste num servidor de aplicações WebLogic que integra o Oracle JRockit Virtual Edition, uma versão no motor Java runtime alterado para ser executado na plataforma de virtualização Oracle Virtual Machine.
Enquanto a Oracle centrou a sua presença no certame nas ferramentas necessárias para a rápida criação de plataformas de cloud computing e nas implementações virtuais, já a Microsoft preferiu centrar-se na sua oferta no campo de nuvens públicas, dando também enfoque às soluções híbridas. “Vemos o cloud computing como una extensão natural do software on-demand”, afirmou Yousef Khalidi, engenheiro do Azure da Microsoft. “O software deve ser instalado num modelo operativo baseado em serviços, sendo que este modelo se centra na gestão de serviços de aplicações, e não na administração de servidores”, referiu.
Se a sua empresa ainda tem que corrigir as falhas de segurança dos equipamentos virtuais e se sente preocupada com os firewalls, é porque ainda não tem uma verdadeira plataforma de cloud computing”, garantiu o responsável da Microsoft à audiência da Expo Cloud Computing.
A companhia aproveitou também a conferência para propor a utilização do Windows Azure, um sistema operativo na nuvem, que permite às organizações gerarem e executarem as suas próprias aplicações baseadas em cloud computing.


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