Virtualização de servidores recupera na Europa

A venda de hardware e software para virtualização de servidores cresceu no quarto trimestre de 2009 pela primeira vez num ano, na região da Europa, Médio Oriente e África, de acordo com os números divulgados pela IDC.

Com efeito, as vendas de servidores físicos destinados a tarefas de virtualização na região em análise cresceram 2,8 por cento durante os últimos três meses do ano passado, face ao período homólogo de 2008, diz a IDC. Além disso, as receitas geradas pelo software de virtualização cresceram também 3,9 por cento no mesmo período, tendo este sido o primeiro trimestre em que as vendas destes dois segmentos registaram crescimentos homólogos desde 2008.
De acordo com a IDC, existem várias explicações para esta evolução positiva. Em primeiro lugar, as empresas estão a recorrer à virtualização como forma de poderem prolongar a utilização do hardware existente na sua infra-estrutura. Contudo, como esta solução não funciona indefinidamente, registou-se uma subida na procura por novos servidores durante o quarto trimestre, como conta Nathaniel Martinez, director de programas da IDC para a EMEA. Em segundo lugar, as vendas terão sido também ajudadas pela adopção crescente da virtualização de servidores por parte das pequenas e médias empresas.
Olhando para o futuro, a IDC diz que a crescente popularidade da virtualização de desktops ajudará também a estimular as vendas de soluções de virtualização de servidores. Martinez refere também que entre os volumes de trabalho que estão a ser virtualizados com maior frequência estão as do Exchange e SQL Server.
A VMware continua a ser o principal fabricante de software de virtualização do mercado. De acordo com a IDC, no quarto trimestre, a companhia conseguiu mais licenças que a Microsoft, Citrix e Parallels juntas. O volume de negócios da VMware é também mais do dobro do dos três outros fabricantes combinados. Contudo, isto não significa que o domínio da VMware seja inabalável. Com efeito, segundo a consultora, os clientes estão a tornar-se cada vez menos puristas em relação aos seus fornecedores e dispostos a utilizar mais do que uma plataforma de virtualização ou a alternar entre fabricantes.




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