Cloud computing “pede” menos rigidez na legislação laboral

Na visão do responsável tecnológico nacional da Microsoft, Miguel Caldas, a rigidez das legislações laborais de cada país vão atrasar a evolução do modelo de cloud computing.

Após uma mesa redonda promovida no âmbito do Techdays, da Microsoft, o responsável tecnológico nacional do fabricante, Miguel Caldas, alertou para a possibilidade de desaparecerem algumas funções na gestão das plataformas empresariais de TI. Alguns gestores terão mesmo de “passar para outro nível” de evolução profissional, à medida que houver maior automatização da gestão das TIC, ou o modelo de cloud computing fizer mais sentido. Por isso, o fabricante tem já vários parceiros certificados preparados para darem formação, aos recursos humanos das empresas. Na sua intervenção, a directora-geral da Microsoft, Claudia Goya afirmou como mote da empresa, assegurar que os clientes façam uma “disrupção construtiva” – no sentido de perturbação ou ruptura construtiva – na transição para um modelo de cloud computing.
Contudo, a evolução de cloud computing nos países dependerá muito da rigidez da legislação laboral dos mesmos, lembrou  Miguel Caldas. O responsável considera que a legislação deveria ser mais flexível, de forma a facilitar despedimentos e transferências de recursos humanos entre organizações.
Na opinião do responsável a evolução exigida aos recursos humanos não é no sentido da especialização. Trata-se de um reposicionamento, em que determinados técnicos, em vez de estarem a fazer gestão de baixo nível de complexidade, farão tarefas mais exigentes e de maior valor acrescentado.
Na visão da Microsoft, sobre o modelo de cloiud computing a maior parte das organizações, em Portugal, dispensará a existência de uma cloud computing interna e externa. Miguel Caldas diz que 80% das empresas em Portugal não empregam mais de 20 pessoas, número de postos de trabalho que podem funcionar “perfeitamente” baseados numa cloud externa. Segundo o executivo, a Microsoft deverá fechar, em breve, um contrato de gestão de caixas de email integral de uma empresa na cloud da Microsoft. Além disso, o responsável diz que o fabricante já tem na sua cloud cerca de 100 empresas portuguesas, com implementações de soluções de cloud computing, em ambiente misto (com cloud externa e interna) mais de metade são pequenas empresas.
Na opinião do mesmo responsável há apenas alguns nichos de mercado onde se justificam clouds privadas como a administração pública, e dentro dela os organismos de saúde, de defesa ou fiscal. De resto, não há vantagens suficientes que justifiquem a adopção por falta de economias de escala.

Modelo exige confiança

Para Miguel Caldas, o problema da segurança do modelo de cloud computing terá mais a ver com a percepção dos clientes e com a confiança que estes deverão ganhar no modelo de cloud computing. Contudo, muitos analistas e académicos têm dúvidas sobre a forma como os prestadores de serviços de cloud computing asseguram a privacidade dos dados, em ambientes de partilha de infra-estrutura: usada durante algum tempo por uma empresa, e depois por outra. Na resposta, Caldas explica que a Microsoft segue várias boas práticas de segurança no controlo de acessos, na garantia da resiliência da plataforma, nas auditorias entre outras.




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