Ecrãs sensíveis ao toque vão demorar a entrar nas empresas

Embora os ecrãs sensíveis ao toque sejam muito populares nos smartphones e agora nos tablet PC, sobretudo desde o lançamento do iPad da Apple, nas empresas estes periféricos devem ainda demorar a ser adoptados, prevê o Gartner.

Até 2015, segundo a consultora, apenas 10 por cento dos desktops, portáteis e tablets usados por profissionais terão os ecrãs sensíveis ao toque – hoje o índice é de praticamente zero. Em contrapartida, 50 por cento dos desktops, portáteis e tablets para utilizadores com menos de 15 anos de idade terão ecrãs tácteis nos próximos cinco anos.  “O que vamos poder ver é a geração mais jovem a usar computadores de ecrã táctil muito antes das empresas”, afirma a analista do Gartner, Leslie Fiering. Nos últimos 20 anos, os computadores pessoais e tablets com ecrã táctil ou canetas especiais têm sido usados estritamente em alguns sectores da indústria, como a saúde, o retalho e alguns serviços.

Entretanto, o sucesso de funções multi-toque em diversos modelos de smartphones e a chegada do tablet da Apple gerou algumas especulações sobre a adesão mais rápida do mercado corporativo a estes ecrãs, como observa o Gartner. No entanto, a tecnologia enfrenta barreiras de adopção causadas pela forte habituação dos profissionais à utilização no local de trabalho de teclado e rato, diz ainda consultora.
De acordo com Fiering, os consumidores e o mercado da educação deverão ser os primeiros a adoptar computadores e portáteis com ecrãs sensíveis ao toque. Além disso, os dispositivos com ecrãs tácteis de baixo custo, direccionados a crianças que estão a entrar no ambiente escolar, também apresentam um mercado em potencial, de acordo com o Gartner.
O Gartner acrescenta, ainda, que 75 por cento dos seus clientes pertencentes ao mercado da educação pretendem adquirir computadores com ecrãs tácteis nos próximos cinco anos. Com a “ampla adopção da [tecnologia] touchscreen no ambiente educacional, toda uma nova geração passará, ao longo dos próximos dez a 15 anos, a achar natural a interacção via toque com os dispositivos electrónicos”.
Na opinião de Fiering, “assim como acontece com muitos avanços tecnológicos, a adopção dos ecrãs tácteis será liderada pelos consumidores e apenas aceite gradualmente pelas empresas”.




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