Novos chips da AMD prometem cortar nos custos do software

A Advanced Micro Devices acaba de apresentar o seu novo processador de 12 núcleos, duplicando assim o número de núcleos da sua anterior geração de chip da linha Opteron.

Um dos benefícios chave associados aos ganhos de desempenho proporcionados por um chip com uma dúzia de núcleos poderá ser a redução nos custos de licenciamento de software.
De acordo com a AMD, o desempenho do novo Opteron, cujo nome de código é “Magny-Cours”, é cerca de duas vezes superior à do seu último processador com seis núcleos e os utilizadores irão, seguramente, compará-lo, em termos de preço, desempenho e consumo energético, aos chips actualizados x86 da Intel, embora as razões para o adoptarem residam sobretudo nos seus benefícios em poupança de espaço para os centros de dados e em custos de licenciamento de software. Refira-se que a AMD vai também disponibilizar este novo processador numa versão de oito núcleos.
Para Matt Lavallee, director de tecnologia da MLS Property Information Network, uma empresa norte-americana que fornece dados imobiliários, a migração dos actuais processadores de quatro núcleos para os novos chips Opteron de 12 núcleos irá permitir à sua organização reduzir o número de servidores e, consequentemente, os seus custos de licenciamento de software.
A MLS conta com 60 servidores e Matt Lavallee diz que, pelo menos em teoria, os novos chips permitirão à empresa reduzir este número para metade, embora a companhia estime, na realidade, uma redução de um terço com a actualização dos processadores.

Número de núcleos não é o mais importante

Em 2004, com a chegada dos processadores de núcleo duplo, a Microsoft anunciava que iria continuar a basear o seu modelo de licenciamento no número de processadores e não no número de núcleos de cada processador. A mesma abordagem foi feita por muitos fabricantes, embora nem todos o tenham feito.
Entretanto, a Intel deverá lançar, ainda esta semana, o seu novo processador Nehalem-EX de oito núcleos.
Gordon Haff, analista da Illuminata, afirma que o importante neste novos chips é o desempenho, e não o seu número de núcleos, prevendo que os processadores da Intel e a AMD fiquem no mesmo patamar nos benchmarks de performance, com as poucas diferenças a surgirem na forma como são utilizados.




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