Organizações de cibercrime funcionam como autênticas empresas

As organizações criminosas de hackers estão a operar com uma eficiência, especialização e conhecimentos cada vez mais semelhantes aos das corporações legítimas, disse esta semana o FBI.

Do ponto de vista do negócio, estas organizações de criminosos são altamente produtivas e compostas por profissionais dedicados e disponíveis para trabalhar em qualquer lugar do mundo, a todas as horas do dia, “sem férias, fins-de-semana ou feriados”, como sublinha Stephen Chabinsky, director adjunto da divisão do FBI dedicada ao cibercrime. Como resultado, adianta, “sempre que surge uma oportunidade a estes criminosos de ganharem dinheiro, de imediato estão dispostos a planear o seu ataque”.
De acordo com o mesmo responsável federal, que falava durante uma conferência na FOSE, uma feira governamental dedicada às TI realizada em Washington, EUA, “o submundo cibernético é hoje composto por peritos na matéria que conseguem focalizar todo o seu tempo e energia no aperfeiçoamento das suas técnicas, bens e serviços”.
Durante a sua apresentação, Stephen Chabinsky apresentou uma lista das 10 principais funções e cargos desempenhados nas organizações de ciber-criminosos. São elas:
1. Programadores, que escrevem as exploits e o malware usado pelas organizações criminosas. Contrariamente ao que a maioria dos americanos pensa, os programadores que participam voluntariamente numa organização criminosa não estão protegidos pela Primeira Emenda da constituição dos EUA.
2. Distribuidores, que comercializam dados roubados e actuam como vouchers para os bens fornecidos por outros especialistas.
3. Peritos tecnológicos, que mantêm a infra-estrutura de TI das organizações criminosas, incluindo os servidores, tecnologias de encriptação, bases de dados, entre outros.
4. Hackers, que procuram e exploram vulnerabilidades de aplicações, sistemas e redes.
5. Burlões, que criam e implementam vários tipos de esquemas de engenharia social, como o phishing e o spam.
6. Fornecedores de serviços de alojamento, que oferecem alojamento seguro a servidores de conteúdos ilícitos e sites.
7. Caixas, que controlam a actividade de contas e disponibilizam nomes e detalhes de contas a outros criminosos mediante o pagamento de uma avença.
8. “Mulas” de dinheiro, que realizam transferências de dinheiro ilícitas das contas bancárias das vítimas para as suas próprias contas, abertas com recurso a documentos falsos ou roubados.
9. Contabilistas, responsáveis pela transferência e lavagem de fundos ilícitos através de serviços digitais e com recurso a várias moedas diferentes.
10. Líderes da organização, na maioria dos casos pessoas sem competências técnicas, mas grande capacidade para estruturar a organização, contratando as melhores pessoas para cada objectivo e definindo as vítimas a atacar.




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