Tráfego do Google ameaça dominar a Internet

O gigante Google tem crescido a ritmos tão significativos que já começa a ter um impacto importante no tráfego da Internet, de acordo com uma análise da Arbor Network.

O estudo, da autoria de Craig Labovitz, faz o seguimento do Atlas Observatory Report publicado pela Arbor em Outubro do ano passado e no qual já era possível perceber como a Internet está a ser moldada por um número cada vez menor de super-companhias, com o Google à cabeça.
A Arbor disponibiliza agora mais detalhes acerca da presença cada vez mais forte do Google na Internet, que, no Verão passado, era responsável por 10 por cento de todo o tráfego inter-domínio da Web.
Entre Junho de 2007 e o mesmo mês do ano seguinte, a percentagem média do tráfego cresceu de um para cerca de 2,5 por cento, mas no último Verão esta percentagem era já de pelo menos cinco pontos, com tendência para crescer.
A principal razão para esta evolução prende-se com a aquisição do YouTube por parte do Google em 2007, portal que consome grandes volumes de tráfego de vídeo, sendo só por si responsável pelos fortes aumentos no tráfego gerado pelo gigante das pesquisas na Internet.
A Arbor diz ainda que, enquanto em 2007 o Google recorria às redes de terceiros para uma grande percentagem do seu tráfego, agora mais de 60 por cento desse tráfego está a ser canalizado através de interconexões directas que ligam os seus data centres entre si.
Ou seja, em termos menos técnicos, o Google e os clientes que usam os seus serviços não estão a utilizar tanto a Internet propriamente dita, mas mais o território marcado pelo Google.
Craig Labovitz lembra que o Google passou o ano de 2009 a instalar Google Global Cache Servers (GGCs) em cerca de metade de todas as redes de terceiros que utiliza nos EUA e Europa, o que acaba por alargar as fronteiras da sua rede a ainda mais data centers.
“Ao contrário da maioria dos operadores globais, o backbone do Google não disponibiliza tráfego a milhões de assinantes ou redes regionais e grandes empresas. A infra-estrutura do Google limita-se a suportar o Google”, sublinha Labovitz.
Famoso pelo seu motor de busca, plataforma de email e partilha de vídeo do YouTube, o Google transformou-se discreta mas firmemente no primeiro super-operador da era da Internet.




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