Telefónica quer 320 milhões de clientes em 2012

A Telefónica lançou um programa estratégico a três anos para acelerar o processo de transformação da empresa e converter-se no melhor “operador global do mundo digital”. Crescer entre 1 e 4% anualmente nos próximos quatro anos e alcançar 320 milhões

O programa, denominado bravo!, visa converter a Telefónica na melhor empresa global de comunicações do mundo digital. “O programa bravo! vai permitir acompanhar os projectos e alcançar os objectivos a médio e longo prazo, assim como será um factor chave para aproveitar ao máximo as oportunidades disponibilizadas pela nossa escala”, afirmou César Alierta, presidente do operador na 5ª Reunião de Directivos da Telefónica, na qual participaram 1.200 quadros executivos da empresa. “Creio que as empresas de telecomunicações tem um papel fundamental a desempenhar no futuro do sector TIC e estou convencido que para aqueles que se consigam antecipar às tendências da industria existem muitas oportunidades de crescimento e, para assegurar que as aproveitamos ao máximo, lançamos o programa bravo!”, explicou César Alierta.
Segundo o presidente da Telefónica, os operadores globais emergem como melhor posicionados na nova cadeia de valor na medida em que são aqueles que podem formular novas propostas e que a escala e a base de clientes são factores chave. A Telefónica, com presença em 25 países e mais de 265 milhões de clientes, é para César Alierta, a empresa melhor posicionada para explorar as oportunidades de negócio que oferecem serviços e a conectividade digital.
As pessoas, as residências e as empresas são cada vez mais digitais e esta implicação tem vindo a criar a necessidade de novas aplicações e serviços nos diferentes sectores – financeiro, entretenimento, educação e saúde -, e através de alianças. A procura de conectividade irá continuar a crescer, e prevê-se que, em 2020, exista uma taxa de penetração de computadores pessoais de mais de 50% das residências a nível mundial e entre 4.800 e 5.300 milhões de utilizadores móveis. Os especialistas apontam, igualmente, que a percentagem da despesa em comunicações por consumidor irá aumentar 20% durante o período compreendido entre 2010 e 2015 até alcançar 4,2% da despesa total.
Com o objectivo de capturar o crescimento futuro do sector, o programa bravo! fixa as prioridades estratégicas para alcançar este objectivo, assim como as iniciativas chave para alcançá-las através do alinhamento operacional das três regiões da Telefónica e com carácter transversal.  Para tal, o programa bravo! apoia-se em quatro pilares fundamentais: clientes, oferta, plataformas e cultura.
“Em 2012, a Telefónica prevê ter mais de 320 milhões de clientes, cerca de 30% do mercado nas regiões onde actuamos”, explicou César Alierta. Nas palavras do presidente da empresa, o objectivo é converter a Telefónica na primeira empresa no índice de satisfação do cliente em todos os mercados. Relativamente à oferta, as expectativas para 2012, contemplam um crescimento de 1 a 4% anual nos próximos quatro anos.
César Alierta recordou no seu discurso o perfil de liderança internacional da Telefónica, a segunda empresa de telecomunicações a nível mundial, e em simultâneo reforçou os objectivos financeiros definidos pela empresa para 2012. “Somos uma empresa de crescimento e a nossa prioridade continua a ser maximizar o valor para os accionistas. Actualmente, a Telefónica é a empresa mais rentável por dividendo esperado para 2010 (8,2%) entre as 50 maiores empresas a nível mundial em capitalização bolsista”. A Telefónica comprometeu-se a distribuir dividendos de 1,75 euros por acção em 2012.
Por outro lado, Julio Linares, conselheiro delegado da Telefónica, realizou o balanço das actividades de 2009, “um exercício difícil e exigente em que cumprimos os nossos compromissos e objectivos”, e destacou o novo ambiente de mudança acelerado pela crise, e no qual a inovação, o mercado e os diferentes actores do sector irão marcar o futuro. Um futuro, “no qual os clientes irão ter acesso a mais equipamentos conectados, no qual o domínio dos ‘smartphones’ será determinante e onde a procura de comunicações continuará a crescer.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado