Preço da banda larga fixa caiu 42 por cento em todo o mundo

Embora os preços dos serviços de TIC estejam a cair em todo o mundo, a Internet de banda larga continua fora do alcance de muitos habitantes de países pobres. Pelo menos esta é a convicção da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Segundo os dados compilados pela UIT no seu estudo anual, o preço dos serviços de banda larga fixos foi o que mais caiu (42 por cento) em 2009, seguindo-se-lhes os serviços móveis celulares (25 por cento) e de telefonia fixa (20 por cento).
Assim, os serviços, especialmente os de banda larga fixa, continuam fora do alcance de muitas pessoas. Embora quase todos os países possuam acesso à Internet de alta velocidade, a penetração da banda larga fixa nos países em desenvolvimento continua a ser apenas de 3,5 por cento, contra os 23 por cento nos países desenvolvidos.
Os preços das TIC praticados em 2009 correspondiam a uma média de 13 por cento do rendimento nacional bruto por habitante, taxa que nos países desenvolvidos é de 1,5 por cento enquanto nos países emergentes dispara para os 17,5 por cento. Ou seja, os países com níveis de receita elevados pagam relativamente pouco pelos serviços de TIC, ao passo que os países com baixos rendimentos pagam relativamente mais. Por exemplo, uma ligação de banda larga básica custa uma média de 167 por cento do rendimento nacional bruto por habitante nos países em desenvolvimento, contra apenas dois por cento que correspondem aos países desenvolvidos. As economias que têm os serviços de TIC aos preços mais baixos, comparativamente com as suas receitas, são, entre outras, Macau (China), Hong Kong (China), Singapura, Luxemburgo, Dinamarca e Reino Unido.
Das 10 economias TIC mais avançadas do mundo, oito estão no norte da Europa, com a Suécia à cabeça. Coreia e Japão situam-se, respectivamente, no terceiro e oitavo postos. Os Emiratos Árabes Unidos e o Bahrein encabeçam a lista dos Estados Árabes, e a Rússia e a Bielorrússia a dos países da CEI. Dos países africanos, só as Seychelles, as Ilhas Maurícias e a África do Sul figuram entre os 100 primeiros. A maioria dos países pobres ocupa as últimas posições, com um acesso muito limitado às TIC, especialmente em matéria de infra-estrutura de banda larga e acesso nos lares.
De acordo com o estudo, a tecnologia móvel celular continua a ser um motor essencial do crescimento, especialmente nos países em desenvolvimento, onde a penetração móvel média era superior a 50 por cento em 2009. Actualmente, mais de 70 economias de todo o mundo viram reduzida a taxa de penetração para menos de 100 por cento, que já é de 113 por cento nos mercados desenvolvidos. Em 2010, a UIT prevê que o número de clientes de serviços móveis alcance os cinco mil milhões a nível mundial.
“No estudo confirma-se que, apesar da recente crise económica, a utilização de serviços TIC continuou a crescer em todo o mundo”, afirma Sami Al Basheer Al Morshid, director do Gabinete de Desenvolvimento das Telecomunicações da UIT (BDT). “Por outro lado, o preço dos serviços de telecomunicações está a cair, o que é uma tendência muito animadora”.
No sistema das Nações Unidas, a UIT é a principal fonte de dados e estatísticas comparativas sobre as TIC. A Divisão de Informação e Estatística de Mercado do BDT recolhe, analisa e divulga mais de 100 indicadores de telecomunicações e TIC procedentes de mais de 200 economias mundiais. Os dados podem ser consultados online no portal ITU ICT Eye.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado