Impacto da fibra sente-se mais na ruralidade

O presidente do FTTH Council Europe, Karel Helsen, diz que a implementação de infra-estrutura de fibra óptica tem maior impacto nas zonas rurais. A organização confirmou dados segundo os quais Portugal tem mais de 1% dos lares passados com fibra.

Karel Helsen e José Sócrates

Em conferência de imprensa, durante a 7ª Conferência do FTTH Council, o presidente da organização Karel Helsen, defendeu que é nas zonas rurais onde se sente o maior impacto da implementação de infraestruturas de comunicações em fibra óptica. De acordo com o responsável, “tem sido registado maior crescimento económico”, e “um maior número de empresas instala-se no território”. Na abertura da conferência geral, o primeiro-ministro português, José Sócrates, considerou a ajuda do Estado ” tem de ser sistemática” e “renovada”, depois de explicar os vários aspectos do investimento português em fibra óptica. Antes ainda tinha estabelecido como objectivo atingir “rapidamente uma cobertura de 100% do território”. O governante português aproveitou para anunciar resultados definitivos sobre o nível de penetração e adopção de serviços sobre fibra óptica. Com o esforço desenvolvido, sobretudo em 2009, Portugal conseguiu entrar para o grupo dos países europeus com uma taxa de penetração acima dos 1%. São informações baseadas num estudo para o FTTH Council Europeu, realizado pela consultora IDATE, fundado em números da OCDE. Segundo esta última organização, Portugal tem 3,9 milhões de lares, número diferente dos valores assumidos pelo Instituto Nacional de Estatística: 5, 5 milhões. Considerando esta última referência, a penetração baseada em número de subscritores, 41,5 mil,  atinge apenas 0,75% das casas portuguesas.
Outros dados do estudo assumem que o número de casas passadas passou o milhão, – 1,150 milhões –  reflectindo um crescimento de 475%, até  Dezembro de 2009. São cerca de 20,9% do número de casas em Portugal (5,5 milhões, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística). A Anacom aponta30 mil como número de clientes em fibra óptica (FTTH/B) clientes  para 2009, 95 dos quais são residenciais. No último trimestre de 2009 o valor duplicou.

Uma ideia que ganhou visibilidade durante o primeiro dia da conferência foi a de que depois de um ano de investimento na implementação da infra-estrutura de fibra óptica, terá de haver agora um esforço dos operadores em seduzir potenciais subscritores dos serviços possíveis.

Serviços de saúde e formação são os mais interessantes

Um dos principais objectivos da conferência, assumido por Karel Helsen, é mostrar o que se pode fazer sobre a infra-estrutura agora implementada. Os serviços de formação remota e os serviços sociais são as áreas onde o impacto pode mais interessante. Na visão do responsável, há aplicações capazes de proporcionar boas soluções para lidar com problemas de envelhecimento da população e de custos dos cuidados de saúde.
Interrogado sobre quais as barreiras mais relevantes a impedir uma maior penetração da fibra óptica na Europa, o executivo apontou a “incerteza” sobre o quadro de regulação em vários países. A Europa, com 2,5 milhões de subscritores está atrás da Ásia (38 milhões) e da América do Norte (7,5 milhões) na implantação de fibra óptica, mas essa situação não terá sido muito afectada pela recessão mundial, segundo a organização. O presidente espera que a definição do quadro de regulação, a ser preparado pela Comissão Europeia – e com divulgação prevista para o primeiro semestre – ajude a desbloquear muitas iniciativas. “É muito importante haver confiança entre o regulador e o incumbente para este investir,” diz Helsen. E muitos reguladores têm estado à espera das decisões da Comissão Europeia, para definirem regras de mercado.
Um dos principais receios de muitos operadores incumbentes tem a ver com a incerteza sobre a obrigatoriedade de partilharem uma infra-estrutura na qual só eles investiram.
Assim, a protecção do investimento é um dos principais factores, tal como a falta de envolvimento e esforço de muitos governos. Quando há esse comprometimento dos governantes, a implantação de fibra tem sido mais rápida, de acordo com o presidente.

Impacto da fibra sente-se mais na ruralidade

O presidente do FTTH Council Europe, Karel Helsen, diz que a implementação de infra-estrutura de fibra óptica tem maior impacto nas zonas rurais. A organização confirmou dados segundo os quais Portugal tem mais de 1% dos lares passados com fibra.

Ema conferência de imprensa, durante a 7ª Conferência do FTTH Council, o presidente da organização Karel Helsen, defendeu que é nas zonas rurais onde se sente o maior impacto da implementação de infra-estruturas de comunicações em fibra óptica. De acordo com o responsável, “tem sido registado maior crescimento económico”, e “um maior número de empresas instala-se no território”.

Na abertura da conferência geral, o primeiro-ministro português, José Sócrates, considerou a ajuda do Estado ” tem de ser sistemática” e “renovada”, depois de explicar os vários aspectos do investimento português em fibra óptica. Antes ainda tinha estabelecido como objectivo atingir “rapidamente uma cobertura de 100% do território”. O governante português aproveitou para anunciar resultados definitivos sobre o nível de penetração e adopção de serviços sobre fibra óptica. Com o esforço desenvolvido, sobretudo em 2009, Portugal conseguiu entrar para o grupo dos países europeus com uma taxa de penetração acima dos 1%. São informações baseadas num estudo para o FTTH Council Europeu, realizado pela consultora IDATE, fundado em números da OCDE. Segundo esta última organização, Portugal tem 3,9 milhões de lares, número diferente dos valores assumidos pelo Instituto Nacional de Estatística: 5, 5 milhões. Considerando esta última referência, a penetração baseada em número de subscritores, 41,5 mil, atinge apenas 0,75% das casas portuguesas.

Outros dados do estudo assumem que o número de casas passadas passou o milhão, – 1,150 milhões –  reflectindo um crescimento de 475%, até  Dezembro de 2009. São cerca de 20,9% do número de casas em Portugal (5,5 milhões, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística).

Uma ideia que ganhou visibilidade durante o primeiro dia da conferência foi a de que depois de um ano de investimento na implementação da infra-estrutura de fibra óptica, terá de haver agora um esforço dos operadores em seduzir potenciais subscritores dos serviços possíveis.

Serviços de saúde e formação

Um dos principais objectivos da conferência, assumido por Karel Helsen, é mostrar o que se pode fazer sobre a infra-estrutura agora implementada. Os serviços de formação remota e os serviços sociais são as áreas onde o impacto pode mais interessante. Na visão do responsável, há aplicações capazes de proporcionar boas soluções para lidar com problemas de envelhecimento da população e de custos dos cuidados de saúde.

Interrogado sobre quais as barreiras mais relevantes a impedir uma maior penetração da fibra óptica na Europa, o executivo apontou a “incerteza” sobre o quadro de regulação em vários países. A Europa, com 2,5 milhões de subscritores está atrás da Ásia (33 milhões) e da América do Norte (7,5 milhões) na implantação de fibra óptica, mas essa situação não terá sido muito afectada pela recessão mundial, segundo a organização. O presidente espera que a definição do quadro de regulação, a ser preparado pela Comissão Europeia – e com divulgação prevista para o primeiro semestre – ajude a desbloquear muitas iniciativas. “É muito importante haver confiança entre o regulador e o incumbente para este investir,” diz Helsen. E muitos reguladores têm estado à espera das decisões da Comissão Europeia, para definirem regras de mercado.

Um dos principais receios de muitos operadores incumbentes tem a ver com a incerteza sobre a obrigatoriedade de partilharem uma infra-estrutura na qual só eles investiram.

Assim, a protecção do investimento é um dos principais factores, tal como a falta de envolvimento e esforço de muitos governos. Quando há esse comprometimento dos governantes, a implantação de fibra tem sido mais rápida, de acordo com o presidente.




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