CIO querem tarifas baseadas na utilização das aplicações

Fartos de pagarem a mais por funcionalidades que nunca chegam a utilizar, os clientes de software empresarial estão a pressionar os fabricantes a adoptarem modelos pay-per-use que alinhem o custo das aplicações ao seu real consumo, afirma a IDC.

No entanto, de acordo com a consultora, os fabricantes que baseiam grande parte das suas receitas na cobrança de tarifas de licenciamento, deverão resistir à mudança pedida. Contudo, ao fazê-lo, arriscam-se a perder clientes para os fornecedores de SaaS (software-as-a-service), como a Amazon.com, cujas tabelas de preços se baseiam em modelos de pagamento consoante a utilização, diz a IDC.
“Os clientes empresariais acreditam que têm sido obrigados a comprar mais software do que aquele que realmente precisam ou utilizam”, escreve no relatório a analista Amy Konary, para quem esta situação cria “um agravamento do encargo para as empresas que nem a aplicação de descontos agressivos consegue compensar”.
A analista da IDC argumenta que os fabricantes deveriam alterar os seus tarifários para modelos pay-per-use, ao abrigo dos quais terão que fazer mais para se certificarem que os seus clientes estão satisfeitos”.
Amy Konary compara esta situação à mudança ocorrida na indústria da música, que passou da venda de CDs para a venda de músicas individuais aos clientes, que, graças ao software entretanto desenvolvido, conseguem agora gerir as suas colecções musicais da forma que bem entendem. A analista dá também o exemplo do serviço de armazenamento baseado na Web da Amazon, o EC2, que permite às empresas alojarem ali o seu próprio software e pagarem consoante o número de horas de utilização das suas aplicações. Não é bem um modelo de tarifação baseado na utilização, já que os utilizadores pagam o mesmo quer a aplicação seja muito ou pouco usada, mas permite aos clientes “comprarem a um nível muito mais granular do que era antes possível”, sustenta Amy Konary.
Mas, enquanto os fabricantes temem vir a perder receitas se instituírem modelos de preços baseados na utilização, já os CIOs querem ter a certeza que os custos não irão disparar repentinamente como resultado de uma utilização imprevisivelmente mais elevada.




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