Micro Focus factura 1,5 milhões em Portugal

A directora-geral para o mercado ibérico, Patricia Santoni, considera que as empresas portuguesas são muito conservadoras sobre as suas aplicações de negócio revela que precisa de dois parceiros para o mercado português.

Patricia_Santoni_0079Depois de ter facturado perto de 1,5 milhões, durante o ano fiscal de 2008, em Portugal, a Micro Focus conta crescer 20% até terminar o exercício de 2009, em Março próximo. É Patrícia Santoni quem o assume, depois de revelar que o mercado português representa 15% da facturação total ibérica.
Para a Micro Focus,  Portugal acabou por ser foco de surpresas, ao lançar uma operação directa no país, há cerca de um ano. “Percebemos que tínhamos 20 contas com grande potencial de oportunidades. E quando comprámos a Compuware descobrimos que todos os seus clientes usavam tecnologia Micro Focus”, explica a executiva.
A estratégia foi traçada e a Webpower, manteve e deverá manter o suporte ao cliente e a prestação de serviços na administração pública. “Somos empresa tecnológica e não tem vocação para integrador e consultores. Para termos um EBITDA de 3,2% não podemos ter serviços”,  justifica a responsável. Por isso, a Micro Focus estabelece o negócio directamente e depois entrega a prestação de serviços a parceiros. A facturação que passa por esse canal representa 30% do volume de negócios da empresa, segundo a executiva. O conjunto de parceiros está organizado em três grupos:  distribuidores clássicos; integradores e parceiros estratégicos e ISV, sendo este último o mais importante em termos de receita.  Em Portugal são oito os parceiros, mas Santoni considera precisar de mais seis. Dois para apara a área de migrações e quarto parceiros de testes. Sem hesitações assume um desafio: “Precisamos de alimentar o canal com projectos”.
Como objectivos para os próximos meses de actividade, a empresa tem como objectivo concretizar três negócios de modernização.  “As organizações portuguesas têm sido muito conservadoras quanto às suas tecnologias de informação. É altura de as modernizarem”, considera Patricia Santoni. Com a modernização das aplicações em Cobol, a executiva promete melhores modos de acesso à informação sem haver necessidade de alterar  regras de negócio e beneficiando de um processo de encapsulamento.
No país, actualmente são 132 os clientes, havendo perto de “20 que representam cerca de 60% das receitas”. Nestas contas grandes estão integradas as da administração pública como a DGITA, a do Ministério da Saúde, da Educação e da Defesa. Em termos de sectores, as prioridades incluem a banca os seguros e as empresas de telecomunicações.
Para  Santoni, todo o universo relacionado com a linguagem cobol tem um potencial de negócio interessante. “Perto de 75% das transacções são feitas assentes em tecnologia cobol”, argumenta. É nesse contexto que a Micro Focus  estabeleceu um acordo com a Microsoft, visando uma melhor convivência entre a tecnologia  Cobol e .Net. Outro passo importante foi a compra da Borland, cuja tecnologia será  útil para a análise de requisitos de projecto e garantia de qualidade de programação. O fulgor aquisitivo da Micro Focus tem sido até bastante forte: “comprámos sete empresas em dois anos”.

Tecnologia de  cloud computing  ainda não está madura

Para Patricia Santoni, a tecnologia de suporte ao modelo de computação em cloud não está ainda suficientemente madura. Na sua visão a opção faz mais sentido para empresas novas que não têm tanta tecnologia legada, como as mais antigas. No entanto, assume como papel preparar as aplicações legadas para funcionarem no ambiente do referido modelo. Nesse sentido, a Micro Focus assegura a preparação das aplicações para o modelo de cloud computing sobre as plataformas Azzure e EC2 da Amazon.

Parceiros da Micro Focus no mercado português
– Webpower (continua a revender soluções Accucobol e  MF Classics)
– Novabase
– Logica
– GFI
– Glintt;
– Viaconsulting
– Noesis
– HP
– Accenture
– Microsoft




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