iPad possui algumas ‘armadilhas’ para as empresas

O novo iPad pode ser atractivo como ferramenta de negócio, mas não tem funcionalidades de segurança e de gestão necessárias para as organizações empresariais, referem os analistas.

O novo iPad é um equipamento portátil desenhado para navegar na Web, jogar jogos, ler livros electrónicos e visualizar conteúdos vídeo. Preenche um vazio entre o ‘smartphone’ iPhone e o portátil MacBook, refere Steve Jobs, Chief Executive Officer (CEO ) da Apple.
O preço básico é de 499 dólares, o equipamento pode ser mais apelativo e ser introduzido nos ambientes corporativos, referem os analistas. Contudo, poderá criar um novo conjunto de desafios para os departamentos de tecnologias de informação.
A Apple disponibiliza uma versão da suite iWork suite para o iPad, a qual inclui aplicações de processamento de texto, folha de cálculo e apresentações comum preço de 10 dólares cada. O iPad inclui ainda o Safari, que pode ser um cliente eficaz para aplicações baseadas na Web.
Contudo, o equipamento possui funcionalidades limitadas de gestão e de segurança, o que poderá constituir uma preocupação para as organizações que pretendem gerir remotamente este equipamento, sublinham os analistas.
Por exemplo, se o equipamento for roubado, não existe forma dos administradores de TI implementarem uma politica de bloqueamento, refere Chris Hazelton, analista do The 451 Group. Esta funcionalidade está disponível no iPhone, e pode vir a ser implementada no iPad com o decorrer do tempo se a utilização corporativa crescer.
Não tem ainda suporte para funcionalidades como VPN (Virtual Private Networks) ou de ‘push’ de correio electrónico. Porque o iPad não suporta Microsoft Exchange, pode ser difícil para os administradores de TI de gerir correio electrónico nestes equipamentos, esclarece Chris Hazelton.
Mas outros fabricantes, como a Sybase ou a Mobile Iron podem disponibilizar aplicações para o produto, o que poderá obrigar a Apple a intensificar o seu foco na segurança e nas funcionalidades corporativas do equipamento, refere Chris Hazelton.
O software para o iPad pode ser descarregado através da App Store, mas tal não permite que as aplicações sejam implementadas de um modo uniforme em toda a empresa, refere Charles King, analista da Pund-IT. Tal poderá resultar em diferentes versões do software que são implementadas em diferentes equipamentos. “Se as empresas vão ter os seus empregados comprometidos com uma aplicação, devem assegurar-se que está disponível”, refere Charles King.
A App Store da Apple é um modelo proprietário de distribuição de software que as organizações empresariais resistem na medida em que não suporta aquisições de volume. Tal poderá ter um impacto negativo na adopção corporativa do iPad, afirma Charles King. “Não vejo muitas funcionalidades que possam interessar as empresas a curto prazo”, acrescenta.
Mas a longo prazo, o equipamento pode encontrar o seu caminho para o interior das organizações.
O iPad pode ser atractivo para trabalhadores móveis que necessitam de ecrãs tácteis, largos e portáteis, referem os analistas. A Salespeople poderá ter condições para optimizar os gráficos do iPad rich graphics capabilities para fazer apresentações, sublinha Chris Hazelton. Poderá ainda ser atractivo em sectores de actividade como o imobiliário, no qual as imagens são criticas na venda de produtos.
A eficácia do iPad nas empresas é questionável, mas tal poderá não impedir os empregados de trazer o equipamento para o trabalho como alternativa ao MacBook ou iPhone, refere Ted Schadler, analista da Forrester Research.
E à semelhança do iPhone, se o iPad tornar os empregados mais bem sucedidos nas suas funções, os equipamentos poderão ser bem aceites nas organizações empresariais, afirma Ted Schadler.
Em simultâneo, a Apple está a realizar progressos no desenvolvimento de funcionalidades de segurança e de encriptação nos seus equipamentos móveis, que podwerá implementar através de actualizações de software e de hardware.




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