TI fundamentais para recuperar da crise

Pelo menos 72% das empresas atribuem hoje uma maior importância às TI do que antes da crise, diz um estudo realizado junto de executivos de TI e de negócio pela Accenture e pela Economist Intelligence Unit (EIU).

O estudo, que inquiriu mais de 550 executivos, detectou com alguma surpresa que os responsáveis de negócio se mostram mais interessados no alargamento dos seus investimentos em TI do que os executivos tecnológicos das empresas, com 61 por cento a prever um aumento na despesa nesta área no próximo ano.
«O estudo permite-nos observar que as empresas reconhecem agora a necessidade de investir em tecnologia para defender e acelerar a sua competitividade, mesmo em tempos difíceis, o que não acontecia no passado», afirma Keith Haviland, director de consultoria da Accenture. De acordo com este responsável, «os problemas dos últimos 18 meses vieram mostrar às empresas que necessitam de mais flexibilidade e escalabilidade para manterem uma posição competitiva no mercado».
Entre as medidas detectadas pelo estudo como sendo as mais eficazes na redução de custos, destacam-se três: assegurar a estabilidade e a relevância comercial dos requisitos dos projectos; a substituição ou racionalização dos sistemas existentes e a migração para plataformas abertas.
As grandes prioridades em termos de TI para as empresas inquiridas são, por seu turno, a virtualização e consolidação de servidores (44 por cento), a aposta no e-business (32 por cento) e os projectos de arquitecturas orientadas aos serviços (SOA) (31 por cento).
Devido a implementações de tecnologia adicionais, os executivos de TI estão cada vez mais sob a pressão de implementarem projectos mais flexíveis do que antes (81 por cento). Entretanto, pelo menos três quartos dos inquiridos estão a recorrer a métricas para determinar a performance dos seus investimentos em TI, embora metade dos executivos questionados afirmem que essas métricas estão apenas parcialmente implementadas e um terço não possua mesmo qualquer tipo de métricas em funcionamento.
«As previsões generalizadas de um aumento na despesa em TI vêm mostrar que as tecnologias estão cada vez mais a tornar-se indispensáveis à sobrevivência das empresas, apesar da difícil situação financeira», sustenta Keith Haviland, segundo o qual «enquanto outros orçamentos operacionais estão a sofrer cortes severos, as TI estão a ser vistas pelas empresas como uma forma de se fortalecerem para combater a crise».




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