Governos centrais e locais percebem a verdadeira importância do BI

Os governos já se aperceberam que a adversidade económica representa uma oportunidade para emergir de uma forma mais inteligente, consistente e numa posição muito mais competitiva.
Por Javier Isquierdo, BI & PM Marketing Manager da IBM

Javier Izquierdo, BI & PM Marketing Manager da IBM para SPGIUma desaceleração torna-se no ímpeto para ondas subsequentes de nova inovação, porque força os governos a adoptar maiores eficiências e procurar ou criar novas soluções para os problemas. As administrações que encontram formas de investir nas suas infra-estruturas, nas suas eficiências, e nos seus esforços para desenvolver inovações sustentáveis emergem com confiança a partir de uma economia apertada. Estão prontas para agarrar as oportunidades e a liderança quando os ventos da economia mudarem de direcção.

Talvez uma das maiores oportunidades para a colocação desse investimento se baseie nos gastos em TI – muitas vezes o alvo de cortes iniciais durante períodos financeiros desafiadores. As TI representam normalmente a fonte de inovação, automatização e optimização dos processos de negócio. É através das tecnologias de informação que os governos se tornam mais ágeis e competitivos, nomeadamente para a maioria dos CEOs que trabalham no sector governamental: Business Intelligence (BI) e Performance Management (PM).

Business Intelligence refere-se às tecnologias que permitem que um departamento de altos dirigentes e trabalhadores possa agregar, filtrar, analisar e navegar através da informação para tomar melhores decisões e de uma forma mais rápida. Normalmente, isto inclui um rigoroso planeamento empresarial, elaboração de relatórios, análise e scorecarding. Com o BI, os governos podem identificar tendências e tomar acções correctivas mais cedo para aproveitar as oportunidades e mitigar as ameaças.

Ao aplicar BI em numerosas áreas funcionais, os governos podem fornecer essa clareza, desenvolver uma vantagem competitiva e alcançar agilidade estratégica num momento crucial. Afinal de contas, se o BI e PM se baseiam totalmente em permitir que uma administração conduza o seu mandato de forma mais eficiente e facilitar as decisões mais complicadas, pode nunca mais existir um momento tão oportuno para fazer esse investimento. Apesar da desaceleração económica, os gastos em BI estão no auge, sendo esperado que – de acordo com um relatório da Gartner – os gastos com plataformas de BI a nível mundial cresçam a uma taxa composta de crescimento anual de 8,1 por cento até 2012, atingindo os 7,7 mil milhões em 2012.

A crise mundial subprime tem sido bem documentada ao longo do último ano. Embora muitos observadores concentrem o estudo do impacto sobre o mercado de serviços financeiros, a crise também criou uma vítima muitas vezes esquecida: Os governos locais. O hollowing dos bairros destruído por uma onda de encerramentos está a criar uma série de impactos directos e indirectos que estão a ser sentidos profundamente em toda as cidades de todos os tamanhos. Menos propriedades e avaliações mais baixas significam menores ganhos com os impostos proprietários. Isto cria crises de financiamento em todos os aspectos dos governos municipais e locais – incluindo os distritos escolares. Felizmente, o BI não é estritamente uma proposição corporativa. Muitos governos locais podem recorrer ao BI para ajudar a combater os maus efeitos da crise subprime. Por exemplo, o BI pode ajudar a acompanhar e analisar as taxas de encerramento para identificar os bairros propícios ao risco, permitir que as cidades e vilas mobilizem os recursos adequados para a manutenção, apoio à comunidade e saúde pública.

A nível do governo central, o BI pode desempenhar um forte papel nos esforços do governo para apoiar e obedecer a novas iniciativas para melhorar a responsabilidade e desempenho. Num esforço para controlar os custos do programa e optimizar a entrega, muitos governos nacionais estão a ordenar a agências que estabeleçam metas anuais, definam objectivos específicos para os atingir, e designem “oficiais de melhoria de desempenho” para avaliar os avanços na concretização dos seus objectivos e elaborar relatórios do estado actual para o público.
O BI pode desempenhar um papel instrumental nas agências centrais que estão a iniciar as mudanças organizacionais que precisam para enfrentar os desafios da gestão de hoje em dia. Neste ambiente financeiramente constrangido, o BI providencia a todos os níveis aos líderes governamentais novas ferramentas para centrar as suas atenções sobre estas transformações ambiciosas. O BI fornece a visibilidade necessária para assegurar o cumprimento do orçamento, gestão das variantes e um óptimo serviço ao cidadão.

Embora ninguém possa dizer com certeza o que será do nosso futuro económico, é no entanto seguro dizer que o clima continuará a desafiar os governos a atingir níveis mais altos de eficiência e desempenho.

As soluções de Business Intelligence podem ajudar as organizações governamentais de todos os tipos e tamanhos a alcançar maiores níveis de responsabilidade, inovação e agilidade, e posicioná-los para capitalizar as oportunidades e responder às ameaças de uma forma mais atempada.
A chave é evitar que permaneçam firmes ou possam sucumbir à tentação de voltar atrás nos investimentos e que possam posicionar melhor o departamento ou agência para resistir a estes tempos económicos difíceis. Em vez disso, o caminho correcto é caminhar em frente – com o  BI a fornecer a informação que a direcção de uma empresa necessita  para navegar.




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