Empresas começam a manifestar interesse pelo modelo de computação em nuvem

As organizações empresariais a nível mundial começam a manifestar o interesse pela adopção do novo modelo de computação em nuvem [cloud computing].

E este interesse começa a ser “evidente junto dos clientes da Unisys no território nacional”, salienta Jason Noel, Vice-Presidente de Global IT Advisory Services.
Presentemente, as organizações empresariais têm vindo a “abordar-nos” com o objectivo de compreender “quais as vantagens da utilização do modelo de computação em nuvem”, explica o responsável da Unisys. Acesso a novas tecnologias e redução de custos são algumas das vantagens associadas à implementação deste novo modelo de computação, sublinha Jason Noel.
A implementação deste novo modelo de computação vai permitir que as organizações empresariais “eliminem ou reduzam substancialmente os custos de capital associados à infra-estrutura de tecnologias de informação”. Por outro lado, vai possibilitar a “redução dos custos operacionais associados a esta infra-estrutura”, sublinha Jason Noel.
O vice-presidente da Unisys reconhece que, apesar de, a longo prazo, a adopção de soluções de computação em nuvem poder ser relativamente mais caras do que as soluções internas (argumento defendido por alguns dos críticos deste modelo de computação), este novo modelo permite um maior controlo dos custos associados às tecnologias de informação. Os clientes contratam apenas os “recursos necessários às suas necessidades”, destaca Jason Noel.
A título de exemplo, o responsável da Unisys refere que, se na actual recessão as organizações empresariais já tivessem adoptado soluções de computação em nuvem, teriam tido “maior capacidade de redução de custos”. Por outro lado, a implementação de soluções de computação em nuvem vai permitir que as empresas tenham “maior agilidade”, sublinha Jason Noel. Para tal, este novo modelo de computação tem que ser “entendido no contexto do negócio”. Para tal, é necessário criar uma “cadeia de abastecimento digital”, sublinha o vice-presidente da Unisys. E vai permitir um “maior alinhamento entre o negócio e a tecnologia”, assim como possibilitar que os responsáveis dos departamentos de tecnologias de informação consagrem “mais tempo à gestão do negócio, do que à gestão dos ‘patches’ a instalar”, evidencia Jason Noel.
O responsável da Unisys refere que as organizações que pretendem adoptar este novo modelo de computação deverão, previamente, “criar um perfil das aplicações existentes na organização”, assim como entender os requisitos das aplicações. Jason Noel explica que cada aplicação possui as suas características – memória, processador, armazenamento – e os clientes tem que compreender as implicações de cada aplicação. Teoricamente, explica Jason Noel, as aplicações com cargas de processamento elevadas ou com picos de utilização são as mais adequadas para colocar na nuvem. Contudo, as empresas têm que se “assegurar que a nuvem escolhida tem condições para suportar as características das aplicações”. Para o responsável da Unisys, as organizações empresariais devem “fazer o trabalho de casa e compreender aquilo que necessitam”. E, a selecção do fornecedor destes serviços “deve ser cautelosa”, sublinha o responsável da Unisys.
Apesar de subsistirem alguns receios relativamente à adopção destas tecnologias, Jason Noel refere que os clientes da Unisys “não tem que ter receio de colocar as aplicações criticas na nuvem”. Com efeito, a Unisys desenvolveu um conjunto de tecnologias de segurança “optimizadas para ambientes de computação em nuvem”, destaca o responsável da Unisys.

Nuvens públicas ou privadas?
Jason Noel evidencia que se a redução dos custos de infra-estrutura de tecnologias de informação for o objectivo principal, então as organizações empresariais deverão optar pela adopção do modelo público de computação em nuvem; se, pelo contrário, o controlo de custos for a principal razão para a adopção deste novo modelo de computação, então, Jason Noel recomenda a utilização de modelos privados de computação em nuvem. Por outro lado, este modelo é “aconselhável a empresas com negócios com elevado perfil de risco, como sejam as instituições financeiras”. Assim, e segundo o responsável da Unisys, as instituições financeiras tem vindo a mostrar-se mais interessadas na implementação de nuvens internas, enquanto que os organismos da Administração Pública e as empresas industriais têm demonstrado mais interesse na adopção a serviços públicos de computação em nuvem.
Neste contexto, a oferta da Unisys no mercado mundial vai permitir que a empresa se posicione como um fornecedor corporativo de computação em nuvem [entreprise cloud provider], afirma Jason Noel. Para tal, e para lá das soluções desenvolvidas – Unisys Secure Cloud e Secure Private Cloud –, a Unisys disponibiliza aos seus clientes um conjunto de serviços – Cloud Transformation Services – que “auxiliam as organizações no processo de migração para ambientes de computação na nuvem”. “Quer sejam nuvens públicas ou privadas”, sublinha Jason Noel.




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