Ataques a bancos e redes sociais em crescimento

As actividades de phishing, malware baseado em mensagens instantâneas e os ataques DDoS começam a ser substituídos por formas mais astuciosas de cibercrime.

Segundo o estudo anual de segurança produzido pela Cisco, os cibercriminosos tem vindo a utilizar tácticas cada vez mais inteligentes. “A exploração de sites de redes sociais e os troianos que roubam dados são tendências crescentes no seio dos cibercriminososos”, refere Patrick Peterson, investigador da Cisco.
Patrick Peterson refere-se a ataques como o do troiano Koobface, que se difunde através do Facebook e do Twitter. O Koobface pede às suas vitimas que vejamum vídeo falso no YouTube, o qual conduz a uma descarga maliciosa. A Cisco estima que este malware tenha infectado mais de três milhões de computadores pessoais, e alguns dos fabricantes de soluções de segurança,  como a Symantec, prevêem que os ataques através de redes sociais constituam uma das principais ameaças à segurança de tecnologias de informação no decorrer do próximo ano.
Outro dos exemplos de uma nova geração de ataques seria o troiano , que actua através de roubo de passwords às suas vitimas. Segundo a Cisco, as diversas variantes do Zeus infectaram quase quatro milhões de computadores pessoais em2009. Alguns grupos da Europa de Leste utilizaram o Zeus para entrar em contas bancárias. A seguir utilizam as suas redes criminosas para tirar o dinheiro roubado para fora do país onde se cometeu o delito. Segundo o FBI, as perdas sofridas pelos bancos nos Estados Unidos da América devido a este sistema ultrapassaram 100 milhões de dólares.
Devido ao sucesso deste tipo de ataques, outras classes de ameaças mais tradicionais, como os worms de mensagens instantâneas e de phishing tem vindo a decair, refere Patrick Peterson. Por exemplo, o êxito dos ataques de phishing tradicionais tem sido cada vez mais difícil, devido ao crescimento da consciência dos utilizadores relativamente aos sites bancários suspeitos e aos esforços das entidades bancárias em eliminar estes sites falsos.
Uma das pragas tradicionais que, contrariamente às anteriores, não tem tendência para diminuir é o spam. A Cisco antecipa que o seu volume aumente a nível mundial entre 30 e 40% no próximo ano.




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