Mercado de portáteis deve atingir 1,3 milhões de unidades

Dados do IV Observatório da Toshiba indicam que o mercado português  de portáteis crescerá perto de 30%, durante 2009, em número de unidades.  O estudo baseia-se em informação de várias consultoras como a GFK, Gartner e IDC, e do fabricante.

Um dos maiores impulsionadores do mercado de portáteis em Portugal foram os operadores de telecomunicações, no âmbito dos programas e-escolas e escolhinhas. Foram responsáveis pela venda de cerca de 50% do milhão e 300 mil máquinas, e por 40% das vendas entre 2007 e 2008. O programa do governo é responsável por 300 mil unidades. O relançamento do programa previsto para 2010 deverá sofrer um importante impacto, segundo os responsáveis do fabricante em Portugal, João Amaral e Jorge Borges. Face à necessidade de os programas exigirem um concurso público deverão ser protelados ao longo do ano. Isso influenciou as estimativas da empresa que aponta para uma correcção de 20 a 25% no mercado, durante 2010. No cenário mais optimista. Num cenário mais pessimista a queda pode atingir os 40%, diz Jorge Borges.  Em 2000, o factor do programas será tão forte que sem ele o mercado português só cresceria perto de 6%, em linha com os outros mercados europeus. Em Portugal, o crescimento do segmento dos netbooks ascendeu a 91%, face a 2008, e estes dispositivos acabaram por ter um forte impacto nos preços. E se em 2008, a Toshiba preveia que tivessem uma quota de 10%, em 2009 deverão representar 21% da unidades vendidas. De outro ponto de vista, só o segmento dos portáteis cujo preço está abaixo dos 599 euros, regista crescimentos relevantes. No geral, o preço médio dos portáteis em Portugal deverá cair 20%. “Sem contar com os netbooks, o preço médio dos portáteis sobe para um nível 100 euros acima”, diz Jorge Borges.
Até ao final do ano haverá uma base instalada de três milhões de máquinas em Portugal, de acordo com o trabalho do fabricante. Este, tendo vendido perto  247 mil unidades, pretende vender perto de 300 mil unidades.


Depois do Vista

Com um novo sistema operativo no mercado, o Windows 7, o director –geral da Toshiba, em Portugal, João Amaral, explicou dois fenómenos ainda relacionados com o Vista. Segundo o responsável, depois do penúltimo sistema operativo da  Microsoft ,  o consumo tem sido o principal factor dinamizador do mercado, face à resistência ao Vitsa pelas empresas.  Por outro lado, as empresas quando decidem investir, investem em modelos do segmento de consumo, muito mais baratos. “A mistura entre aspectos de consumo e empresariais é cada vez maior”, considera João Amaral.
As previsões da Toshiba para 2010 incluem ainda a emergência de um novos tipos de dispositivos. Na evolução deste aspecto haverá quatro factores determinantes: preço, a dimensão, a autonomia, e o sistema operativo Chrome, capaz de proporcionar uma característica cada vez mais estimada – a possibilidade de estar permanentemente ligado.
Nesse contexto, deverão surgir dispositivos que o fabricante denominou como smartbooks, aparelhos híbridos, com características de netbook e smartphone. A interacção táctil com os ecrãs será uma característica cada vez mais vulgar, mas na visão da Toshiba não será determinante no segmento dos portáteis.

Outros números do estudo:

– 50 % dos portáteis vendidos, têm preços abaixo dos 500 euros; e 60% está abaixo dos 600 euros;

– Em 2008, segundo o mesmo relatório,  57% dos portáteis vendidos pertencia ao segmento de preço abaixo dos 800 euros;

– A quota dos portáteis com preço superior a 2000 euros deverá ficar reduzida a 1%, reflexo da inversão do que acontecia noutros anos, quando os segmentos mais altos tinham mais vendas unitárias.




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