Concorrência nas transacções móveis de África aumenta

A concorrência pelo mercado das transacções financeiras através de telemóvel está a aquecer em algumas regiões africanas, com a entrada em cena dos serviços oferecidos pela MobiKash Africa, um fornecedor independente.A plataforma independente de m-commerce disponibilizada por esta companhia será a primeira a desafiar a noção de que as transacções móveis apenas podem ser oferecidas por operadores de telemóveis. Actualmente, a MTN é o maior operador de serviços de m-commerce em África, disponibilizando serviços em 21 países do continente, enquanto a Vodafone opera também em vários mercados, através da Vodacom e da Safaricom.

A plataforma de m-commerce da MobiKash tem por missão aumentar o nível actual de inclusão financeira dos cidadãos que não têm conta bancária ou que as utilizam pouco frequentemente, através de um processo de registo simplificado que permite a criação de porta-moedas electrónicos, bem como a abertura rápida de contas bancárias. "Integrar todas as instituições financeiras numa única plataforma de comércio móvel torna a vida muito mais fácil aos cidadãos, governos e empresas, que podem assim gerir as suas finanças de uma forma facilitada", refere Duncan Otieno, CEO da MobiKash Afrika.

 

 

A MobiKash irá disponibilizar os novos serviços através da plataforma Sybase 365 Mobiliser, estando previsto que faça uma demonstração da sua eficiência e vantagem competitiva face às outras redes no mercado através de um projecto-piloto no Quénia, no qual participam vários bancos, instituições financeiras e empresas de facturação, utilizando o USSD (Unstructured Supplementary Service Data) como canal comunicação móvel.

 

Paralelamente, o modelo de negócio da MobiKash está a ser estabelecido em outros territórios COMESA (Common Market for Eastern and Southern Africa), onde vários contratos para projectos foram já assinados e algumas implementações foram já iniciadas."O projecto MobiKash representa um significativo passo em frente na criação da infra-estrutura integrada necessária para assegurar que os cidadãos que não usufruem de serviços bancários possam realizar as suas transacções de uma forma muito simples através de um portal de m-commerce excepcionalmente avançado", afirmou Matthew Talbot, vice-presidente da Sybase 365.

A Sybase já suporta outras plataformas de m-commerce em África e planeia integrar os serviços, assim que estes se tornam mais comuns e os fornecedores descubram uma maneira de se interligarem. Actualmente, apenas pode ser transferido dinheiro para um assinante da mesma rede, ou seja, um assinante da Zain não pode, por exemplo, transferir fundos para um utilizador da Safaricom.

 

"Estando já a ser implementado um número tão elevado de projectos semelhantes por parte da Sybase 365, o continente africano acabará por transformar-se num só ecossistema de mCommerce, utilizando uma arquitectura e uma oferta de serviços comum", acrescentou Talbot.A MobiKash pretende, posteriormente, alargar a utilização do serviço de transferências de dinheiro a partir do telemóvel também às empresas, cooperativas, seguradoras, planos de saúde, escolas, agências governamentais, entre outros.

Contudo, a companhia terá, antes disso, que enfrentar o desafio da segurança da plataforma e garantir aos assinantes que estes podem transferir o seu dinheiro sem medo de sofrerem ataques informáticos.
"Os clientes estão expostos a uma série de ameaças e os prestadores de serviços não estão a dar as respostas necessárias. É importante ter a segurança adequada a este tipo de transacções, tal como temos noutras operações de pagamento", sustenta Dorcas Muthoni um utilizador que recentemente alega que lhe foi roubado dinheiro durante uma transacção através do serviço Mpesa da Safaricom.

 

A MobiKash está a prometer uma experiência diferente, sendo que a segurança e eficiência da sua plataforma e suporte técnico deverão ser conhecidas no próximo ano, altura em que o serviço ficará totalmente operacional na região.




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