Dispara o uso do Twitter e do Facebook nas empresas

O uso de sites de redes sociais como o Twitter e o Facebook por parte das empresas, com o objectivo de promover os seus produtos e serviços, disparou nos últimos seis meses, de acordo com um estudo divulgado esta semana pelo fabricante de tecnologia de firewall, Palo Alto Networks.Com efeito, de acordo com este estudo, o número de pessoas que utilizam o Twitter para falar das suas empresas, produtos e promoções cresceu mais de 250 por cento desde a passada Primavera, sendo que o número de empresas que recorrem ao Facebook com os mesmos objectivos também cresceu 192 por cento no mesmo período.

Este estudo assegura que os empregados das empresas estão a utilizar as redes sociais como veículos promocionais, quer essa divulgação seja feita ou não com o conhecimento das administrações das suas empresas.
A companhia diz que o estudo reflecte uma análise ao tráfego de mais de 200 empresas dedicadas aos sectores dos serviços financeiros, fabrico, saúde, governo, comércio e educação. O estudo foi feito a nível mundial entre Março e Setembro deste ano.
A Palo Alto Networks assegura que está a utilizar estes resultados para alertar as empresas para o facto de o aumento no uso de redes sociais e aplicações baseadas na Web poder causar-lhes alguns problemas de segurança.  “Sabemos que os empregados das empresas utilizam estas ferramentas para fazer melhor o seu trabalho, mesmo que o façam sem a autorização do seu departamento de sistemas. E esta tendência é cada vez maior”, declara Rene Bonvanie, vice-presidente de marketing mundial da Palo Alto Networks, que aconselha as empresas a tomarem consciência dos novos riscos que estes cenários acarretam.

Mas o que este estudo vem mostrar claramente é que o uso tanto pessoal como profissional das redes sociais disparou no último ano. No mês passado, a empresa de monitorização Internet, Experian Hitwise, assegurava que as visitas ao Twitter cresceram 1170 por cento em Setembro comparativamente com o ano anterior.
No mesmo período, o líder de mercado Facebook viu a sua já de si impressionante quota de mercado subir 194 por cento, tornando-se líder incontestado do universo das redes sociais nos Estados Unidos. O Facebook, que atingiu os 300 milhões de utilizadores em Setembro passado, conseguiu captar 58,59 por cento de todas as visitas realizadas no mês passado a sites de redes sociais, contra os 19,94 por cento um ano antes.
Mas, ao mesmo tempo que dispara o número de visitas a estes dois sites de redes sociais, as empresas começam a impôr limites ao seu acesso durante o horário de expediente.

 

No início de Outubro, um estudo encomendado pela Robert Half Technology, uma empresa especializada em recrutamento na área das TI, concluiu que 54 por cento das empresas norte-americanas já proíbiram os seus funcionários de utilizarem sites como o Twitter, o Facebook, o LinkedIn e o MySpace no local de trabalho. O estudo descobriu também que 19 por cento das empresas autorizam a utilização de redes sociais apenas para efeitos de trabalho, enquanto 16 por cento permitem uma utilização pessoal limitada.

 

E a verdade é que os executivos podem ter boas razões para impedir os seus funcionários de utilizarem sites de redes sociais durante o expediente. No Verão passado, o Nucleus Research, uma organização de investigação em TI, veio dizer que as empresas que permitem o acesso ao Facebook no local de trabalho sofrem uma perda média de 1,5 por cento  na produtividade total dos seus empregados.




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