PME mal preparadas para desastres

As pequenas e médias empresas mostram confiança nas suas capacidades de disaster recovery, mas o seu desempenho na prevenção de problemas mostra que, na realidade, estão "extremamente mal preparadas", de acordo com um estudo recentemente divulgado pela Symantec.

 

Quatro em cada cinco PME dizem estar satisfeitas com os seus planos de disaster recovery, e dois terços acreditam mesmo que os seus clientes estariam dispostos a "esperar pacientemente pela recuperação dos seus sistemas", em caso de problemas graves.
Mas toda esta confiança não é inabalável. Três em cada quatro PME inquiridas pela Symantec dizem estar localizadas em regiões susceptíveis a desastres naturais. Em médias, as empresas inquiridas sofreram três paragens nas suas operações nos últimos 12 meses, como resultado de desastres naturais, quebras no fornecimento eléctrico, ou ataques por vírus e hackers.
"Com este nível de exposição, e com a confiança que as PME manifestam face aos seus planos de contingência, seria de pensar que todas as empresas contam com sólidas medidas de resposta a desastres", escreve a Symantec no seu relatório, intitulado SMB Disaster Preparedness. Contudo, acrescenta o documento, "esta não é a realidade, já que quase metade das PME (47 por cento) dizem-nos que não têm quaisquer planos para lidar com este tipo de interrupções nas suas operações".
O estudo baseou-se num inquérito a 1657 empresas de todo o mundo, incluindo as PMEs (companhias com 10 a 499 empregados) e seus clientes. O relatório surge no seguimento de um outro, publicado anualmente pela Symantec com o título de Disaster Recovery Research Report e apresentado este Verão, segundo o qual o custo médio de criação e implementação de um plano de recuperação numa empresa ronda os 287.600 dólares para cada incidente de paragem nas operações.
O estudo apresentado agora conclui que, em alguns pontos, os inquiridos manifestaram "uma alarmante falta de preparação", na opinião da Symantec.
"Logo para começar, a média das PME inquiridas faz apenas o backup de 60 por cento dos seus dados corporativos e de clientes", escreve a Symantec, alertando ainda para o facto de essas cópias de segurança serem feitas de forma não frequente, com apenas um em cada cinco empresas (23 por cento) a fazê-lo diariamente e 40 por cento a fazê-lo mensalmente. Esta desatenção face à protecção dos dados é sublinhada pelo facto de mais de metade das PME (55 por cento) reportar que perderia cerca de 40 por cento dos seus dados corporativos se os seus computadores fosse, por exemplo, destruídos num incêndio.
Esta falta de preparação coloca as PME em risco de perder os seus clientes. Dois em cada cinco clientes inquiridos pela Symantec dizem já ter trocado de fornecedor por não confiarem na segurança da sua tecnologia.
Mais de um quarto dos clientes já sofreu, por seu turno, interrupções no seu funcionamento, muitas das quais foram significativas: 42 por cento das paragens reportadas pelos clientes das PME duraram oito ou mais horas, e 26 por cento dos clientes alegam ter perdido dados na sequência de falhas na operação dos seus fornecedores. Os clientes estimam os custos de cada paragem nos 15 mil dólares por dia.
A Symantec oferece várias recomendações às PME, no sentido de melhorarem a sua preparação face à eventualidade de um desastre. Em primeiro lugar, a PME deve determinar qual a informação crítica a proteger, dando sempre prioridade aos dados dos seus clientes, à informação financeira e aos seus segredos comerciais. AS PME devem também automatizar os seus processos de backup, por forma a minimizar os erros humanos, e testar os sistemas anualmente para verificar que os dados podem ser recuperados e o período de paragem minimizado.




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