PME representam 75% dos clientes da SAP

Contrariamente à ideia instalada no mercado, a maioria da base instalada da SAP a nível mundial são pequenas e médias empresas (PME). Luis Murgia, vice-presidente da SAP e responsável por este segmento de mercado na EMEA refere que as PME representam mais de 75% dos clientes da SAP a nível mundial. Contudo, e dado a dimensão destas empresas, estas organizações são apenas responsáveis por apenas 30% das receitas da multinacional alemã.

Apesar da recessão da actividade económica a nível mundial ter “afectado significativamente” as pequenas e médias empresas, estas organizações estão a “recorrer às tecnologias de informação e comunicações para resolver os seus problemas”, refere Luis Murgia. No entender do responsável da SAP, as PME europeias estão a aproveitar a recessão das actividades económicas a nível mundial para “realizarem alterações estratégicas nos seus modelos de negócio”, nomeadamente através da concretização de fusões e aquisições ou de projectos de internacionalização das suas actividades. Luis Murgia refere que, um dos principais aspectos para a implementação de soluções SAP no interior das PME, tem sido a multiplicação das operações internacionais.

 

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Por outro lado, a implementação de sistemas integrados de gestão é “crucial” para enfrentar aspectos como as alterações regulamentares, salienta o responsável da SAP.
Por último, para enfrentar a conjuntura desfavorável as organizações empresariais necessitam de aceder à informação corporativa de qualidade, refere Luis Murgia. A implementação de projectos de Business Intelligence em clientes com aplicações ERP já instaladas tem sido outro dos factores subjacentes ao crescimento da procura de aplicações.
Neste contexto, não será de estranhar que, somente no decorrer do segundo trimestre, a SAP tenha implementado soluções em “mais de 1.100 novos clientes, equivalente a 18 novos clientes por dia)”. Na opinião do responsável da SAP, a actual conjuntura “favorece a reinvenção do negócio” das organizações empresariais a nível mundial, em particular através da redução dos custos e da optimização dos processos de negócio. E, a adopção das soluções da SAP, permite alcançar estes objectivos, sublinha Luis Murgia. O responsável da SAP cita o exemplo da SAP, criada no decorrer do choque petrolífero da década de 70, assim como o facto de que 40% das empresas incluídas na listagem da Fortune 500 “foram fundadas em conjunturas recessivas”.
Para fazer face à realidade das PME, Luis Murgia sublinha que a SAP estruturou a sua oferta em redor de um conjunto de soluções vocacionadas, exclusivamente, para empresas de pequena e média dimensão. Assim, enquanto para organizações até 100 empregados a SAP desenvolveu o Business One, para empresas entre 100 e 500 empregados a solução desenvolvida foi o Business by Design. As PME de maior dimensão – entre 500 e 2000 empregados – podem optar pela aplicação Business-All-in-One, explica o responsável da SAP.
Contudo, e apesar desta oferta, as folhas de cálculo Excel continuam a ser o principal concorrente da SAP neste segmento de mercado, ironiza Luis Murgia. Com efeito, a dispersão da informação no interior das organizações empresariais de pequena e média dimensão é uma das principais condicionantes de evolução deste segmento de mercado, salienta o responsável da SAP. Adiar a decisão de implementar uma solução integrada de gestão “pode ter um custo de mais de 45 mil euros por mês”, sublinha Luis Murgia. Os responsáveis das empresas desta dimensão têm que “ter consciência do custo de adiar a decisão”. Para fazer face a esta realidade, a SAP criou um serviço – Value Engineering – que permite a realização de uma avaliação das vantagens que a solução ERP poderia criar na organização, explica o responsável da SAP. Para tal, este serviço analisa uma base de dados com mais de3.500 clientes e mais de 150 mil processos de negócio analisados.
Por outro lado, e na medida em que os projectos ERP possuem um “elevado risco” e as PME não possuem áreas de suporte à implementação de soluções integradas de gestão, a SAP desenvolveu ainda um programa – Fast Start – que possibilita que as PME acedam a propostas que incluem hardware, software e serviços. Nestes casos, a aplicação Business All-in-One já vem configurada comum conjunto de processos específicos que permitem a redução do tempo de implementação da solução, explica Luis Murgia.
Apesar da multiplicidade de soluções ERP locais disponíveis nos diferentes países, Luis Murgia sublinha que a implementação das soluções da SAP possui “vantagens consideráveis” relativamente à implementação de outras soluções. A escalabilidade das aplicações da SAP permite o acompanhamento da evolução do negócio destas organizações, refere o responsável pelas actividades da SAP no território europeu.




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