Tecnologias de informação: alavanca para ultrapassar a crise

A crise financeira que se abateu sobre o nosso mundo globalizado está em rápida transmissão à economia real. Redução da confiança, redução do consumo, dificuldade do acesso ao crédito e crédito mais caro, são algumas das ameaças que as empresas terão de enfrentar.

Mas as crises, por muito longas e difíceis que sejam, passarão sempre. Quem lhes souber resistir emergirá delas muito mais forte. Ter um negócio bem diferenciado da concorrência, ter uma estrutura flexível, uma gestão inovadora e um balanço forte, são algumas das características essenciais para poder ultrapassar a crise com sucesso.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), são hoje essenciais a todos os sectores de actividade, ao ponto de, em muitos casos, já não ser possível distinguir entre os negócios e as tecnologias que os suportam.
Em vez de um investimento adiável, as TIC são hoje fundamentais para dar às empresas a flexibilidade, o grau de inovação e sofisticação dos negócios, que são alavancas essenciais para sair da crise.
Assim, numa situação de crise, os gestores devem conhecer melhor os seus negócios e as suas empresas para poder gerir melhor. Devem reter melhor os seus clientes e aumentar a sua quota de mercado, aproveitando as fraquezas dos seus concorrentes. Devem obter mais eficiência nos processos centrais das suas organizações. Devem combater a fraude e garantir a eficácia das suas cobranças. Devem recorrer mais à internet em substituição dos canais mais tradicionais. Devem intensificar a sua competitividade. Devem subcontratar mais e recorrer ao outsourcing para ganharem flexibilidade. Devem ainda, através da Web, recorrer à co-criação, envolvendo-se em redes de colaboração com todos os seus "stakeholders".
Por seu turno, as Administrações Públicas devem também fazer uso das TIC para aumentar a eficiência da máquina do Estado e a relação com o cidadão, reduzindo os custos de contexto para as empresas. Devem fiscalizar e regular melhor e combater a fraude das mais diversas formas. Devem promover o aparecimento de infra-estruturas mais inteligentes.
As TIC estão no centro de todas estas capacidades que as empresas e Administrações Públicas devem exibir em tempo de crise. Os sistemas de informação são essenciais para aumentar a eficiência das organizações; para interpretar informação de novas formas, para melhor conhecer os negócios e para melhor os gerir; para conhecer e reter melhor os clientes; para combater a fraude; para garantir mais eficiência nas cobranças; para substituir os canais tradicionais e chegar a todos os "stakeholders" através da internet; para permitir criar redes de colaboração; para melhor fiscalizar e regular; para aumentar a eficácia e a proximidades entre os cidadãos e os Estados.
Tudo isto é essencial para vencer a crise. E nada disto se faz sem as Tecnologias de Informação e Comunicação.

Rogério Carapuça, Presidente da Novabase




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