O Papel da Tecnologia numa Economia Incerta

À medida que a instabilidade continua a agitar a economia global, constatamos que ninguém está imune aos efeitos do abrandamento económico. Mas embora seja impossível prever a duração da incerteza actual e o impacto final no emprego e no crescimento, estou optimista relativamente às perspectivas económicas, a nível nacional e internacional. As tendências que tornaram a última década tão dinâmica para as empresas em todos os cantos do mundo mantêm-se. A tecnologia continua a melhorar. A produtividade continua a aumentar. Continuam a surgir novas oportunidades de negócio.

Por outro lado, não há dúvida que se vivem tempos em que os líderes de empresas conscientes têm que avaliar cuidadosamente a melhor forma de utilizar os seus recursos para resistir a qualquer incerteza com que se venham a deparar. Acredito que as tecnologias da informação podem desempenhar um papel importante, ajudando as empresas a reagir a este ambiente económico difícil.

Actualmente, existem várias tecnologias que ajudam as empresas a reduzir as despesas e a melhorar a eficácia e a eficiência. Um exemplo é a virtualização – uma tecnologia que permite executar mais do que um sistema operativo num único computador. A virtualização reduz custos e diminui o consumo de energia ao permitir que as organizações melhorem a utilização da capacidade de computação que já possuem. Outro exemplo consiste nas tecnologias de comunicações unificadas que reúnem comunicações por voz, correio electrónico e mensagens instantâneas, possibilitando às organizações substituir os sistemas telefónicos tradicionais por soluções de software integradas que reduzem os custos em hardware e manutenção.
Os cortes nas viagens são uma forma óbvia de as empresas pouparem dinheiro. Actualmente, a vídeo-conferência e as novas ferramentas de colaboração estão a tornar as reuniões virtuais cada vez mais semelhantes à interacção presencial, permitindo uma partilha e colaboração mais efectivas. Além disso, as empresas estão a chegar à conclusão que a redução do consumo energético dos computadores é também uma das formas mais efectivas de reduzir custos sem comprometer as competências organizacionais.
Claro que a Microsoft não é a única empresa a disponibilizar software que ajuda as empresas a reduzir despesas. E não são apenas as grandes empresas, como a Microsoft, que estão a tirar partido destas tecnologias. O software ajudou muitas PMEs a cortar despesas de viagem, através do recurso a reuniões virtuais para manter a rede de parceiros de negócios actualizada e para trabalhar de forma mais próxima dos clientes.
A Microsoft Portugal tem em vigor, de há 3 anos a esta parte um programa de apoio ao financiamento de aquisições de soluções tecnológicas pelas PMEs denominado Programa MAIS. Este programa, onde a Microsoft oferece a mediação nas candidaturas das PMEs a fundos comunitários, já apoiou 1.095 projectos de renovação tecnológica, com um investimento de 18 milhões de euros e uma taxa de sucesso na concessão do financiamento de 95%.
Estas iniciativas adquirem particular importância em alturas como esta, onde investir a contra-ciclo se pode revelar uma sábia decisão de negócio.
A redução de custos é uma forma importante de responder aos desafios do clima económico actual, mas acredito que é possível ver oportunidades em alguns destes desafios. Muitas das tecnologias mencionadas estão a permitir a empresas construir sistemas de informação que não são apenas mais rentáveis, como permitem às pessoas responder às condições do negócio em constante mudança com maior conhecimento.
O foco nas pessoas é fundamental. Em última análise, o crescimento económico depende da inovação. E a inovação é construída com base na capacidade das pessoas de transformar novas ideias em produtos que acrescentam valor aos clientes. O perigo reside no facto de, à medida que a economia global abranda, as empresas começarem a concentrar demasiados esforços no controlo das despesas e esquecerem a importância crucial do investimento em inovação. A verdade é que, em qualquer economia, a inovação é o pilar para a criação de oportunidades e para o êxito. As empresas que continuam a trilhar o caminho da inovação ficam em posição mais vantajosa para melhor resistir aos tempos económicos difíceis e, por outro lado, criam as condições para um mais rápido crescimento quando o clima económico melhorar.
Actualmente, não existem dúvidas de que entrámos num período em que empresas e indivíduos enfrentam um novo conjunto de desafios económicos. Mas, simultaneamente, encontramo-nos num período em que as tendências tecnológicas chave — dispositivos mais poderosos, novas formas de ligação a outras pessoas e à informação, novas formas de interagir com computadores — estão a convergir em formas que irão revolucionar o papel desempenhado pela informática nas nossas vidas, em casa e no trabalho.

 

Nuno Duarte, Director-geral da Microsoft Portugal




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