Ano 2009, um ano excitante !

Considero que o presente ano vai ser tudo menos monótono. Todos sabemos que a crise financeira se estendeu à economia real, e que teremos de nos preparar para tempos de escassez de crédito e de abrandamento da actividade económica.
Os sinais de alarme soam todos os dias, com empresas sólidas, de renome, e com presença global, a anunciar planos de emergência para redução de custos e evitar males maiores.

Nas últimas previsões do IDC para Portugal, o mercado de TI irá crescer 4,3% e alcançar o valor de 3,3 Beuros, o que corresponde a uma forte redução das anteriores previsões efectuadas há 6 meses, onde se previa um crescimento de 11,2 %.
No entanto, em tempos de crise, e para além das ameaças e desafios, existem sempre oportunidades;
No lado das ameaças podemos enunciar:
– Pressão acrescida para obtenção e manutenção de liquidez (cash).
– Redução do número de novos clientes, transversalmente a todos os sectores de actividade.
– Erosão de margens de negócio, com o acréscimo de competitividade introduzido pela redução do investimento empresarial
– Os colaboradores tendem a perder o foco no que realmente importa – o negócio de cada organização – e a concentrar-se em aspectos alheios à actividade, pelo que mensagens fortes, simples e claras são fundamentais para manter as empresas competitivas.

As oportunidades são, ainda assim, significativas:
– Novos modelos de negócio baseados em OPEX vão ganhar expressão no mercado das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), uma vez que os investimentos estarão reduzidos ao mínimo indispensável. Conceitos como Pay Per User ( pagamento por perfil de utilizador, numa prestação fixa durante o tempo do contrato ), SaaS ( Software as a service ), e serviços geridos de comunicações e informática vão ganhar expressão no mercado. Todos os investimentos estarão sujeitos a um escrutínio mais forte por parte dos decisores, e apenas se concretizarão se houver uma demonstração clara do efectivo retorno para o negócio, tanto a nível de redução de custos, como de ganhos de produtividade. As organizações reduzem os seus investimentos em CAPEX, e reforçam a externalização de serviços que, apesar de fundamentais para a operação, não estão relacionados com o core da sua actividade. O selective-sourcing manterá a sua rota de crescimento.
– Como anunciado pelo governo Português, o sector público será o motor da recuperação económica. Tanto a nível local como central, haverá cerca de 2,1 B euros para investir em redes de nova geração (NGN), renovação do parque escolar ( a nível de infra-estruturas físicas e tecnológicas ), programas e-escola e e-escolinha, combate à infoexclusão em áreas consideradas deprimidas.
A estratégia seguida pelos responsáveis governamentais, de investimentos em TIC para reduzir o diferencial de preparação dos recursos humanos em Portugal é apontada como inovadora e muito positiva por grande parte de organismos internacionais.
Os fornecedores de serviços e soluções TIC terão pois que adequar as suas ofertas a este tipo de necessidades, e esgrimir os seus argumentos de forma convincente.
– As empresas multinacionais tenderão a reforçar a centralização dos processos de tomada de decisão, e também das arquitecturas tecnológicas ( consolidação, virtualização ), para assim manterem o controlo das suas múltiplas unidades, e reduzir custos.
– As organizações que sobrevivem a tempos conturbados têm todas as condições para se tornar líderes nas suas áreas de actividade assim que a retoma se consolide.
Por tudo isto, considero que estamos perante um ano 2009 com muitas incógnitas e desafios, mas acima de tudo potenciador da criatividade e inovação por parte dos diferentes players na área das tecnologias de informação e comunicação.
Quando o ano terminar, seguramente nada será como dantes !
 
 
Pedro Morão
Marketing & Business Development Manager
NextiraOne Spain & Portugal




Deixe um comentário

O seu email não será publicado