Fabricantes de segurança tiram partido do Twitter

As empresas de TI estão a aderir cada vez mais ao Twitter, sendo os fabricantes de segurança os mais entusiastas da utilização desta ferramenta de microblogging, por lhes permitir disponibilizar rapidamente correcções a vulnerabilidades e infecções, como o Conficker por exemplo.

Uma rápida vista de olhos pelos microblogues corporativos publicados no Twitter permite ter uma ideia da diversidade destas entradas de 140 caracteres. Algumas são simples comunicados de imprensa ou exercícios de auto-elogio do proprietário da conta, mas outras proporcionam um serviço útil ao publicar informações relevantes, como as últimas variações de um vírus, por exemplo. É este o caso de uma boa parte dos tweets de empresas que se movem no campo da segurança de TI.
Os mais activos parecem ser os laboratórios, embora outros como a Cisco e a VeriSign também sejam muito participativos. A McAfee, por exemplo, tem um canal Twitter onde publica automaticamente os seus comunicados de imprensa e novas entradas no seu blogue. Mas um dos melhores feeds a seguir é o dos McAfee Avert Labs. Trata-se de um fluxo ininterrupto de dicas, comentários e artigos, como “Woot: 50 meses para um phisher”, “Divirta-se com o gerador de calão de segurança” ou “Uma forma simples e simpática de detectar infecções W32/Conficker: http://tinyurl.com/c2elfy”.
Mas os concorrentes da McAfee no mercado dos anti-vírus não se ficam atrás. A Kaspersky Lab é muito activa na publicação de notificações de vulnerabilidades, redireccionando para o seu novo blogue ThreatPost (que tem uma conta do Twitter diferente da corporativa).
A Sophos surge pela mão de Graham Cluley, executivo sénior de tecnologia da companhia, que se destaca pelo seu blogue mas que também é particularmente activo no Twitter. Por seu turno, a grande voz da F-Secure no Twitter é Mikko Hypponen, director de investigação da empresa. Tem um serviço de notícias sobre ameaças como o Conficker e a Ghostnet, com tweets como “Hoje de manhã apostei uma grade de cervejas em como as detenções na Bielorrússia por causa do Conficker não eram verdade. E acabo de saber que ganhei a aposta. Venham de lá essas cervejas”. Outro perito da F-Secure, Patrick Runald, acaba de estrear-se neste mundo do microblogging e parece levá-lo muito a sério.
Outros laboratórios com presença no Twitter são a Websense Labs e a TrendMicro. Entre os mais recentes, encontra-se Luis Corrons, da PandaLabs.
Uma das presenças no Twitter mais peculiares é a da FaceTime Communications. A companhia, cujos produtos ajudam as empresas a proteger e gerir ambientes de comunicações unificadas, disponibiliza hiperligações para notícias de segurança muito interessantes (que ultrapassam a história do Conficker), bem como para notícias sobre instant messaging, Skype e outras aplicações populares. Mas realmente atractivos são os vídeos de “Larissa e Sarah”, com convidados como um “cut out” do presidente Barak Obama.
Entre outros fabricantes com presença no Twitter está também a Fortinet, que produz appliances de gestão de ameaças unificadas, publicando entradas do seu blogue permanentemente actualizado (uma entrada recente: "Java scripts armadilhados ameaçam analistas de malware "), mas aproveitando também para se dirigir de uma forma mais convencional a clientes e parceiros. A TippingPoint é outro dos fabricantes que aposta no Twitter para lá colocar entradas no seu blogue DVLabs, mas também utiliza o site para lá colocar desafios de segurança no âmbito do concurso que todos os anos realiza na conferência CanSecWest.

 




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